Ainda nesse período, bilhetes picotados e com assinatura de Beira-Mar foram encontrados por policiais penais federais dentro de marmitas, o que deflagrou, em 2017, a Operação Epístola, que teve como alvos parentes, comparsas e advogados ligados ao traficante. Por causa disso, ele foi transferido para Mossoró, no Rio Grande do Norte, onde passou a conviver com rivais. O relatório dessa época, inclusive, destaca que Beira-Mar “pôde se aproximar de chefe de facção rival enquanto esteve custodiado no isolamento da unidade, cumprindo RDD (regime mais rígido da legislação), e lá puderam conversar, dentre outros assuntos, sobre fabricação e venda de drogas bem como sobre a organização hierárquica das facções Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital”.


