Cinco empresas da China planejam investir R$ 2 bilhões em Águas Lindas de Goiás, mas disputa por terras trava o início das obras
04/11/2025 02:40
Cinco gigantes chinesas estão por trás do projeto que promete transformar Águas Lindas de Goiás em um dos maiores polos industriais e tecnológicos do Centro-Oeste. Com investimento estimado em R$ 2 bilhões, o projeto prevê 2 mil empregos diretos e mais de 10 mil indiretos até 2027.
Entre os grupos que miram o município estão empresas de Shenzhen, Haikou e Zhongshan, especializadas em áreas como mineração, automação industrial, energia limpa e veículos elétricos. O polo, batizado de Sol Nascente, deve abrigar também um centro de convenções e inovação.
As companhias envolvidas são:
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Hainan Meitu New Energy Vehicles, que quer montar triciclos elétricos e desenvolver relógios de monitoramento eletrônico para uso em segurança pública;
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ZR Pump, produtora de bombas industriais resistentes usadas em megaprojetos de minério na Austrália;
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Shenzhen Lumen Lighting, focada em painéis de LED e energia renovável;
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Easefuture Technology, especializada em automação e inteligência artificial para fábricas;
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e o Grupo Zhongnan High-tech, conhecido por erguer cidades industriais completas na China.

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Apesar do entusiasmo, o projeto está travado por uma disputa judicial em torno da Fazenda Cachoeira Saltador, área escolhida para a instalação do polo. A prefeitura e a família Simonassi, proprietária do terreno, não chegaram a um acordo sobre o valor da desapropriação.
O caso está no Superior Tribunal de Justiça (STJ), e enquanto o impasse não se resolve, máquinas paradas e áreas vazias substituem o sonho de um polo bilionário. A administração municipal afirma ter feito nova proposta de conciliação e espera “resolver o caso de forma amigável”.
Se sair do papel, o Polo Industrial Sol Nascente pode reposicionar Goiás como um centro estratégico da cooperação Brasil-China, com impacto direto na economia e na geração de empregos da região do Entorno.
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