Redução anunciada pelos EUA vale apenas para alíquotas iniciais; impacto para produtores brasileiros ainda é incerto
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na sexta-feira (14) uma ordem executiva reduzindo retroativamente tarifas sobre produtos agrícolas como carne bovina, tomates, café e bananas. A mudança, porém, não altera a situação do Brasil, que continua sujeito à taxa adicional de 40% anunciada em julho.
O recuo refere-se apenas ao modelo original de tarifas recíprocas divulgado em abril, quando o Brasil recebeu alíquota mínima de 10%. Fontes da Casa Branca confirmaram que a medida não afeta a sobretaxa posterior, que elevou o total para 50%.
A revisão acontece em meio à pressão interna nos EUA, após eleitores relatarem insatisfação com a economia. Produtos como café registraram fortes altas de preço, influenciadas pelas tarifas. O Brasil, principal fornecedor da bebida, enfrenta taxa de 50% desde agosto.
A mudança também prevê reembolso de tarifas cobradas desde quinta-feira (13), conforme procedimentos da autoridade alfandegária americana.
Produtores brasileiros reagiram com cautela. Setores como frutas e carne veem a redução como sinal positivo, mas não projetam efeitos imediatos. Representantes do café ressaltam que o país segue submetido a duas taxas — a base de 10% e a adicional de 40% vinculada ao artigo 301.
Analistas apontam que a decisão atende principalmente a necessidades internas dos EUA, já que parte dos itens afetados tem oferta limitada no território americano. Segundo especialistas, o recuo não representa mudança estrutural na política tarifária do governo Trump.
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