“Buscando inspiração para escrever, fui até a Praia do Leme, muita frequentada por nós dois. Lá nos conectávamos com a natureza, sua beleza, seus cheiros e suas texturas. A praia estava linda! Parecia que sabia da minha chegada e das minhas intenções. Pela primeira vez, percebi as marcas deixadas pelas ondas do mar. Sublinhei aquela linha com uma planta bem na hora que um pombo, perdido dos demais e machucado pela vida, se aproximava de mim como se quisesse ver o que eu fazia. Lembro de olhar no fundo daqueles olhinhos e reconhecer a solidão. Respirei fundo com a certeza de que, quando chegasse em casa, o roteiro se desenharia como a mensagem naquele lindo dia alaranjado, com cheiro de mar”, descreve Contente, de forma poética.


