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Arruda sacode o tabuleiro, mesmo diante das narrativas repetitivas e desgastadas dos adversários

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Com forte desempenho em pesquisas, apoio popular e a confiança estratégica de Gilberto Kassab (PSD), ex-governador aposta na nova Lei da Ficha Limpa que o torna elegível 

Enquanto adversários políticos tentam selar o destino de José Roberto Arruda como um nome do passado, a realidade das ruas e as recentes movimentações no Congresso Nacional contam uma história diferente.

A filiação de Arruda ao PSD, ocorrida nesta semana com as bênçãos de Gilberto Kassab, não foi apenas um ato formal; foi o sinal de que o “arrudismo” permanece como uma força eleitoral viva, capaz de polarizar a disputa pelo Palácio do Buriti em 2026.

O entusiasmo do presidente nacional do PSD não foi por acaso. Durante o evento, Kassab foi enfático ao classificar o ex-governador como a peça-chave para o futuro da capital.

“Arruda é o melhor projeto para Brasília. Ele tem experiência, conhece as carências da cidade e possui uma capacidade de execução que o povo ainda guarda na memória”, declarou Gilberto Kassab.

O “Fator Povo” e a Liderança nas Pesquisas
Os números explicam o otimismo. Mesmo após anos de afastamento forçado, Arruda aparece com índices impressionantes de intenção de voto.

Levantamentos recentes do instituto Paraná Pesquisas qualitativas mostram o ex-governador em empate técnico pela liderança ou ocupando a segunda posição, com mais de 32% das intenções de voto em cenários de primeiro turno.

Para um político sob intenso ataque judicial, esses dados revelam uma base eleitoral sólida que parece priorizar a entrega de obras e a gestão administrativa em detrimento das controvérsias jurídicas.

As Brechas Jurídicas: O Caminho para o Registro
A tese de que Arruda está “definitivamente fora” ignora duas mudanças cruciais no sistema legal brasileiro que a defesa pretende explorar:

A Nova Lei de Improbidade (Lei 14.230/2021): A exigência de dolo específico (provar que houve intenção deliberada de causar dano) é o grande trunfo. A defesa argumenta que muitas das condenações da Operação Caixa de Pandora não atendem a esse novo rigor jurídico, o que permitiria a revisão das sentenças.

O PLP da Inelegibilidade: Aprovado recentemente pelo Senado, o projeto estabelece um teto de 12 anos para o prazo total de inelegibilidade. Como os fatos que atingiram Arruda remontam a 2009/2010, seus advogados sustentam que ele já cumpriu “pena política” muito superior a qualquer limite razoável ou legal.

“A Justiça Eleitoral só analisa a elegibilidade no momento do registro da candidatura. Até agosto de 2026, muita água vai passar sob a ponte jurídica de Brasília”, afirma o senador Izalci Lucas (PL), que já manifestou apoio ao movimento de retorno do ex-governador.

2026: Um Tabuleiro em Aberto
A presença de Arruda no páreo altera completamente a estratégia da atual vice-governadora Celina Leão e do grupo de Ibaneis Rocha. Se conseguir o registro — ou até mesmo uma liminar que o permita concorrer “sub judice” — Arruda dita o ritmo da campanha.

Seu discurso já está pronto: focar no resgate da saúde e na expansão do metrô, áreas onde ele ainda detém o selo de “bom gestor” perante as camadas mais populares do DF.

Para seus apoiadores, 2026 não é uma miragem, mas uma possibilidade jurídica real sustentada por um clamor popular que as decisões monocráticas dos tribunais superiores ainda não conseguiram silenciar.

Helio Rosa é jornalista,. pós-graduado em Administração Pública e Gerência de Cidades | Foto: Wikimidia

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