A tradição do festejo da virada do ano à beira-mar vem das práticas de religiões de matriz africana e foi incentivada por Tancredo da Silva Pinto, o Tata Tancredo, “líder religioso, sambista e personagem fundamental da cultura do Rio de Janeiro”, nas palavras do escritor e historiador Luiz Antonio Simas. Com o tempo, o povo dos terreiros, que inventou essa celebração, foi perdendo espaço para o monumental espetáculo em que se transformou o réveillon de Copacabana. Os ritos tradicionais continuam, mas mudaram de data e lugar. A virada virou atração turística e, a propósito, Tata Tancredo vai ser enredo no desfile da Estácio de Sá para o carnaval de 2026.


