Abordagens envolveriam pagamento elevado e contrato de confidencialidade para questionar decisão do Banco Central
Dois influenciadores identificados com a direita afirmaram ter recusado propostas para defender o Banco Master nas redes sociais após a liquidação da instituição pelo Banco Central (BC), decretada em dezembro. Segundo os relatos, a iniciativa buscava colocar em dúvida a atuação do BC e a rapidez da decisão que levou ao fechamento do banco.
As denúncias foram feitas pelo vereador Rony Gabriel (PL-RS) e por Juliana Moreira Leite, colunista do portal Pleno.News. Ambos dizem ter recebido contatos semelhantes, mas optaram por não participar da ação.
De acordo com Rony Gabriel, a abordagem ocorreu no dia 20 de dezembro, por meio de mensagem no Instagram. O contato teria partido de um representante de uma agência que se apresentou como responsável por um trabalho de “gerenciamento de crise” envolvendo um “caso de repercussão nacional”.
Na mensagem, o interlocutor afirmou que a agência estaria contratando perfis com posicionamento político definido para atuar em uma “disputa política”. O vereador relatou que a remuneração oferecida seria alta, mas condicionada à assinatura de um contrato de confidencialidade. Após compreender o objetivo da ação, ele afirma ter recusado a proposta.
Rony Gabriel disse ainda que entregou mensagens, documentos e gravações ao jornal O Globo para comprovar a tentativa de abordagem.
Juliana Moreira Leite relatou ter sido procurada por uma agência especializada em influenciadores de direita, com proposta semelhante. Segundo ela, o conteúdo a ser divulgado questionaria diretamente a decisão do Banco Central no caso do Banco Master.
— Eu não aceitei participar porque não concordo com esse tipo de prática — afirmou.
Segundo os relatos, o material sugerido citava reportagens que mencionavam despachos do Tribunal de Contas da União (TCU) e levantava suspeitas sobre a rapidez da liquidação determinada pelo BC.
Procurado, o Banco Master não se manifestou até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para esclarecimentos.
Agências negam envolvimento
As agências citadas nas denúncias afirmaram que não firmaram contratos nem mantêm vínculos com influenciadores para defender o Banco Master após a liquidação.
O Portal Group BR declarou não possuir “qualquer contrato, vínculo ou obrigação” com criadores de conteúdo que tenham publicado vídeos sobre o caso. Segundo a empresa, houve apenas um pedido informal de indicação de nomes, sem participação direta na produção ou divulgação de conteúdos.
— Esclareço que somos uma agência que foi contatada por outra agência apenas para indicação de influenciadores — afirmou Junior Favoreto.
Influenciadores citados como exemplos de publicações favoráveis ao banco também negaram a existência de acordos formais. Um deles afirmou que seus vídeos se baseiam exclusivamente em informações publicadas na imprensa e que não atua como influenciador político.
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