O deputado Cristóvão Tormin (PRD) protocolou na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) duas proposituras cujo objetivo é reconhecer templos religiosos como Patrimônio Religioso, Cultural e Imaterial Goiano.
O primeiro projeto, protocolado sob o nº 2606/26, busca o reconhecimento à Igreja Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, no município de Luziânia. Edificada no ano de 1769, o templo representa um marco da consolidação do então arraial de Santa Luzia e da organização social da comunidade estabelecida. Sua construção insere-se no período de expansão da atividade mineradora e de estruturação das primeiras instituições religiosas da região, desempenhando papel central na formação espiritual e comunitária da população local.
Em justificativa, Tormin acentua que “a relevância do reconhecimento como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado de Goiás reside justamente na proteção das manifestações vivas, que não se restringem à edificação física, mas abrangem as práticas devocionais, os rituais, as festividades tradicionais e o sentimento de pertencimento que unem a comunidade em torno da Igreja do Rosário”. A matéria foi encaminhada à Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e está sob relatoria da deputada Rosângela Rezende (Agir).
Formosa
Já a matéria protocolada sob o nº 2607/26, pretende reconhecer como patrimônio religioso a Catedral Nossa Senhora da Imaculada Conceição, do município de Formosa. A história de cidade remonta ao período colonial, inicialmente denominada Arraial dos Couros, integrando o processo de ocupação do território goiano no século XVIII. Desde sua origem, a fé católica desempenhou papel estruturante na organização social, cultural e política da comunidade.
A catedral, como templo matriz e posteriormente sede episcopal, tornou-se o principal centro irradiador da vida religiosa e comunitária do município. Arquitetonicamente, o templo também integra o conjunto de bens que compõem a paisagem histórica urbana de Formosa, harmonizando-se com o processo de desenvolvimento da cidade e contribuindo para a preservação de sua identidade cultural.
Assim, o parlamentar defende que “reconhecer a Catedral Nossa Senhora da Imaculada Conceição como Patrimônio Religioso, Cultural e Imaterial Goiano é ato de justiça histórica e cultural, que valoriza a fé, preserva a memória coletiva e reforça a importância de Formosa no contexto da história e da cultura do Estado de Goiás”. Na CCJ, a matéria foi distribuída para relatoria do deputado Cairo Salim (PSD).


