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Executivo quer adequar regime jurídico dos servidores públicos a entendimento do STF

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A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) recebeu, da Governadoria, projeto de lei que atualiza o regime jurídico dos servidores públicos civis de Goiás, regido pela Lei 20.756/20. A medida refere-se, especificamente, às licenças maternidade e paternidade durante o estágio probatório dos servidores e já foi decidida em Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) perante o Supremo Tribunal Federal (STF).

A Corte Constitucional, na oportunidade, decidiu ser vedada a suspensão do estágio probatório durante a fruição da licença-maternidade. A iniciativa legislativa, que na Alego tramita no processo nº 10237/26, é oriunda da Secretaria de Estado da Administração (Sead), e busca adequar o regime jurídico estadual ao entendimento da Suprema Corte, explica o Governo.

A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) solicitou a referida adequação ao Executivo, registrando que Legislativo e Judiciário Estaduais já adequaram seus regramentos internos ao posicionamento do STF, o que gerou a necessidade de uniformização do tratamento da matéria em Goiás. A PGE ressaltou, ainda, a importância de garantir a máxima efetividade dos direitos fundamentais e a proteção à maternidade. A Procuradoria destacou, por fim, que não há caracterização de conduta vedada pela legislação eleitoral.

A Sead ratificou a conveniência da medida e destacou que os ajustes sugeridos, além de não representarem impacto orçamentário-financeiro, corrigem inconsistências práticas, promovem a eficiência na gestão de avaliações e reduzem conflitos judiciais ao instituírem regras claras para o cômputo de notas em ciclos de afastamento.

A pasta apontou que a medida fortalece a política de valorização do servidor e promove a equidade de gênero ao eliminar discriminações indiretas decorrentes da maternidade. Além disso, argumenta a Sead, a proposta reduz assimetrias institucionais ao alinhar o Executivo aos regimes já adotados pelos demais poderes, com a garantia de uniformidade e segurança jurídica no tratamento de licenças parentais.

A matéria foi enviada à Comissão Mista da Alego. Após o trâmite no colegiado, o projeto deverá ser encaminhado ao plenário da Casa de Leis para análise dos parlamentares.



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