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Celina Leão vira sócia de Edmundo Pinheiro, dono da empresa de ônibus Urbi

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Governadora firma parceria com empresário dono de concessionária que recebe cerca de R$ 200 milhões mensais do GDF no transporte público

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), tornou-se sócia do empresário Edmundo Pinheiro, dono da Urbi Mobilidade Urbana, em um negócio de cerca de R$ 500 mil para a compra de metade de um embrião de gado Nelore. A informação foi publicada pela coluna de Daniela Lima no portal UOL e também pelo Brasil247 nesta segunda-feira (13). As duas publicações destacam a relação comercial e o potencial conflito de interesses.

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A parceria foi firmada publicamente em setembro de 2025, durante um leilão transmitido nas redes sociais e batizado em homenagem ao então governador Ibaneis Rocha. Na época, Celina ainda era vice-governadora. A assessoria da governadora confirmou o negócio e informou que a compra está sendo quitada em 30 parcelas, junto com o marido dela. O leilão foi público e a informação foi confirmada oficialmente pela própria assessoria, conforme as reportagens do UOL e do Brasil247.

Edmundo Pinheiro é proprietário da Urbi, uma das cinco concessionárias de transporte coletivo de ônibus do Distrito Federal. A empresa mantém um dos maiores contratos do setor com o GDF e recebe repasses públicos para cobrir a diferença entre a tarifa paga pelo passageiro e o custo técnico da operação. Atualmente, a Urbi recebe R$ 9,78 por passageiro transportado a título de ressarcimento. O desembolso total do governo com as empresas de ônibus é estimado em cerca de R$ 200 milhões por mês, conforme dados divulgados nas reportagens do UOL e do Brasil247. Essa cifra torna o contrato um dos mais sensíveis da administração distrital.

A sociedade de Celina Leão com o dono da Urbi, empresa que recebe repasses de cerca de R$ 200 milhões mensais do GDF, levanta questionamentos sobre possível conflito de interesses.

Os contratos de transporte público do Distrito Federal são acompanhados há anos pelo Ministério Público por causa do crescimento das despesas do governo para manter a tarifa congelada. Levantamento do próprio GDF indica que a tarifa técnica foi revisada 63 vezes entre 2019 e maio de 2026. Após assumir o governo, Celina trocou o comando da Secretaria de Transporte e Mobilidade e a pasta suspendeu os processos de revisão tarifária até a conclusão de estudos para padronizar a metodologia de cálculo. A portaria nº 149, de 14 de maio de 2026, formalizou a suspensão.

Há processos em andamento que discutem a possibilidade de devolução de valores pagos indevidamente às empresas, enquanto as concessionárias sustentam que ainda teriam créditos a receber. A Urbi está entre as companhias envolvidas nessas disputas. Questionada sobre o possível conflito entre a relação societária e as decisões administrativas que podem influenciar os rendimentos da Urbi, a assessoria de Celina Leão não apresentou resposta, conforme registrado tanto pelo UOL quanto pelo Brasil247. A ausência de esclarecimento sobre esse ponto aumenta a pressão por transparência e por uma posição clara da governadora.

A controvérsia reacende o debate sobre a transparência na gestão de contratos sensíveis do transporte público do Distrito Federal. A confirmação pública da parceria e a ausência de resposta sobre o possível conflito de interesses aumentam a pressão por esclarecimentos. A reportagem continua aberta para manifestações da governadora, da Secretaria de Transporte e da empresa Urbi. O caso se soma a outras discussões sobre a relação entre o poder público e as concessionárias de ônibus no DF e coloca em evidência a necessidade de regras mais claras para evitar questionamentos sobre imparcialidade nas decisões que envolvem grandes volumes de recursos públicos.

#CelinaLeao #EdmundoPinheiro #Urbi #TransporteDF #ConflitoDeInteresses #GDF

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