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Convenções partidárias

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Que 4 de outubro, data do primeiro turno das eleições gerais de 2026, está cada vez mais próximo não é segredo para ninguém. Desde o último dia 20 até 5 de agosto, os partidos políticos e federações partidárias devem se reunir em convenções para um momento decisivo: a escolha formal dos candidatos que participarão da corrida eleitoral. 

Os mais de 158 milhões de brasileiros aptos a votar, sendo 5 milhões em Goiás, definirão os próximos ocupantes dos cargos em disputa neste ano. E como as candidaturas são oficialmente selecionadas? 

Para concorrer em uma eleição no Brasil, é necessário estar filiado a um partido político, que pode se juntar a outros em federações partidárias (mais informações aqui). Durante as convenções, os grupos que participarão do pleito se reúnem para decidir quem irá representá-los nas urnas. No caso de federações, o encontro deverá ser unificado entre todas as siglas. 

É obrigatório seguir regras determinadas legalmente, como o encaminhamento à Justiça Eleitoral, até o dia seguinte à reunião, de ata e lista de presença dos filiados. Depois, até 15 de agosto, o partido ou federação devem cadastrar o pedido oficial de registro das suas candidaturas, o qual será validado definitivamente ou não até 14 de setembro. 

As convenções partidárias servem também para formalizar coligações (união temporária entre legendas na disputa eleitoral de cargos majoritários); definir critérios internos de distribuição de recursos e tempo de propaganda; e sortear os números das candidaturas. Tais deliberações também devem ser documentadas na ata.

Em 2026, os encontros ocorrem a níveis federal e estadual, e podem ser realizados de forma presencial, on-line ou híbrida. 

Por que importa?

As convenções partidárias representam o momento em que as negociações políticas para candidaturas e alianças deixam os bastidores e passam a ser definidas publicamente pelas siglas. 

Para fixar quem disputa as eleições e entra nas chapas (grupo de candidatos que concorrem juntos) de cargos proporcionais, a estratégia costuma equilibrar nomes fortes, puxadores de votos e distribuição regional. O objetivo é tentar atingir o quociente eleitoral e maximizar cadeiras. 

Em 2026, isso afeta o caso de deputados federais, estaduais e distritais. Na prática, um exemplo de impacto é que partidos pequenos podem ganhar ou perder espaço conforme entram ou não em alianças maiores. 



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