Partido calcula 49 votos e prevê pedidos no Senado em 2027
O PL rejeitou o que considerou sinais de um eventual acordão político vindos da ala governista do Supremo Tribunal Federal. A legenda de Flávio Bolsonaro (PL) pretende levar adiante, em 2027, processo de impeachment de Alexandre de Moraes e também de Flávio Dino, a depender da reação deste a uma eventual derrota de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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Nesta segunda-feira (5/10), o entorno de Flávio Bolsonaro (PL) entendeu que houve acenos desse grupo do STF. O desenho citado envolvia poupar ministros em troca, por exemplo, da revisão da prisão de Jair Bolsonaro (PL) e do aceite da anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro. A defesa do ex-presidente protocolou novo pedido de revisão criminal. O relator, Kassio Nunes Marques, sinalizou que pretende pautar o processo após o segundo turno.
Michel Temer manifestou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) antes dos demais partidos e dos candidatos derrotados. Temer indicou Moraes ao STF em 2017 e é tratado no texto como elo entre o ministro e a família Bolsonaro. O PL, porém, rejeita acordo e diálogo com Moraes.
Nas contas do PL, já haveria 49 votos pelo impeachment de Moraes. Faltariam cinco para os 54 necessários. O pedido está previsto para 2027.
A preferência do partido é que o caso Moraes seja resolvido no próprio STF, com investigação sobre a relação com Daniel Vorcaro e afastamento enquanto durarem as apurações. A leitura interna é que o perfil combativo do ministro deve se manter. Flávio Dino entra na mira se, diante de uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL), avançar em investigações de interferência estrangeira como pretexto para questionar o resultado ou mantiver apurações sigilosas sobre emendas parlamentares.
O texto de origem não informa se o pedido de impeachment já foi protocolado. A ofensiva descrita está condicionada à próxima legislatura e à conduta dos dois ministros.
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