No campo da cultura e da memória ancestral, o Prêmio Pierre Verger reafirma a importância de quem narra a própria história a partir de dentro. A fotógrafa pernambucana Uenni Batista, vencedora da décima edição do prêmio com a série Canjerê dos Pretos Velhos na Jurema Sagrada, apresenta um trabalho profundamente comprometido com a ancestralidade, a espiritualidade e o respeito às comunidades tradicionais. Suas 19 fotografias, fruto de anos de convivência em terreiro no território afro-indígena de Paratibe, em Pernambuco, rompem com olhares coloniais e constroem uma narrativa legítima sobre o povo de santo, feita com autorização, cuidado e pertencimento.


