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Celina Leão e o Recado das Ruas: As vaias no Guará que nenhuma narrativa consegue abafar

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Foto/Crédito: Rafaela Felicciano/Metrópoles

A governadora em exercício enfrenta um choque de realidade que desmonta pesquisas otimistas e expõe o desgaste acumulado do governo

A ida de Celina Leão ao Guará foi o tipo de teste que nenhum marqueteiro gosta: público espontâneo, clima de torcida e zero espaço para controlar reações. Bastou seu nome ser mencionado para que a euforia da final da Libertadores se transformasse numa vaia firme e imediata.

Para quem acompanha a trajetória recente da pré-candidata, a cena não surpreende — mas escancara o abismo entre o discurso oficial e o sentimento das ruas.

Esse abismo, inclusive, começa a gerar cálculos desconfortáveis. Aliados reavaliam apoios, e o PL — peça fundamental em qualquer projeto majoritário — já pensa em desembarcar. Não é teatro político: é leitura pragmática. Apostar em uma candidatura que não ressoa com a população virou um risco que nem aliados tradicionais querem assumir.

Celina tenta se descolar do desgaste do governo Ibaneis Rocha, mas a rejeição do GDF acompanha seus passos como sombra. Onde há pesquisa com base sólida, o alerta aparece. Onde há contato direto com o eleitor, a rejeição transborda.

As vaias no Guará, em poucos segundos, traduziram um diagnóstico que a população já conhece: o governo perdeu a sintonia com o dia a dia das pessoas — e carregar esse legado tem cobrado um preço alto.

Mesmo assim, surgem pesquisas “milagrosas” colocando Celina em posição confortável para 2026. São números que destoam não só das ruas, mas da própria percepção coletiva.

É natural surgir desconfiança sobre metodologia, intenção ou patrocínio — ainda mais quando parte da imprensa, alimentada por verbas públicas, ecoa esses levantamentos com entusiasmo quase institucional.

A distância entre o que dizem os quadros eleitorais e o que o público expressa espontaneamente é, hoje, o verdadeiro indicador político.

Nos papéis, Celina sobe. No contato real, desce — e desce vaiada. As vaias do Guará não foram apenas uma reação momentânea: foram um aviso. E avisos, quando ignorados, costumam cobrar a conta.

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