Dieckmmann completa: — Não me achava bonita quando eu era mais nova. Não fui uma criança linda, daquelas que as pessoas param na rua para mexer. Por eu ter três irmãos homens, cresci muito identificada com um universo de pouca vaidade. Toda vez que eu ia brincar com uma Barbie, me sentia esquisita. Na adolescência, comecei a ouvir mais (elogios). A gente vai virando mulher e vai se transformando. Quando fiz a Açucena, aos 15 (em “Tropicaliente”, em 1994), entrei muito no imaginário de menina brejeira, de lolita. Falavam “olha que bonitinha, nariz arrebitado, olho azul e cabelo louro”. Achava isso meio bobo, sabe? Não me dava prazer de ouvir.


