Após duas semanas de intensa movimentação, ex-governador mostra fôlego eleitoral e altera o rumo da corrida ao Palácio do Buriti
A política do Distrito Federal ganhou um novo ingrediente nas últimas semanas: o retorno de José Roberto Arruda ao protagonismo eleitoral.
Depois de um período de relativa discrição, o ex-governador surpreendeu ao alcançar desempenho expressivo nas últimas pesquisas, o que reacende o debate sobre o equilíbrio de forças rumo à sucessão do Buriti.
Segundo aliados, Arruda intensificou sua agenda pública há apenas duas semanas — tempo curto, mas suficiente para produzir efeitos concretos nas medições de intenção de voto.
O ex-governador voltou a circular por regiões administrativas, reuniu-se com lideranças locais e apostou na retomada de sua antiga rede de apoio. O resultado foi imediato: crescimento rápido e consistente, visto por analistas como um sinal de que sua influência política permanece viva.
Esse avanço repentino coloca em alerta o campo governista, que vinha tentando consolidar um nome de continuidade. O crescimento de Arruda não apenas embaralha o tabuleiro eleitoral, como dificulta a estratégia de estabilização da base aliada, que agora se vê diante de um concorrente experiente, com forte reconhecimento público e histórico de votos expressivos no DF.
Mais do que um simples movimento de recuperação, o desempenho de Arruda reacende a polarização política local entre duas forças conhecidas do eleitorado: o grupo do ex-governador, com seu legado de gestão e controvérsias, e o campo governista atual, que tenta manter o controle político da capital.
O cenário que se desenha é de disputa aberta e imprevisível, em que o passado e o presente da política brasiliense voltam a se confrontar. Se o ritmo de crescimento se mantiver, Arruda pode transformar o que parecia uma corrida previsível em uma verdadeira reedição das grandes batalhas eleitorais do DF — onde carisma, memória e estrutura ainda pesam tanto quanto alianças e discurso.



