Não foi “defesa institucional”, nem “atuação técnica”, nem qualquer outra desculpa esfarrapada que o governo do DF tenta emplacar
Gustavo Rocha, chefe da Casa Civil, está nos bastidores do TJDFT e do STJ fazendo lobby pesado para tentar reverter a elegibilidade de José Roberto Arruda ainda neste mês de março.
Apurado com exclusividade pelo Vero Notícias, o secretário garante em conversas reservadas que “retirará Arruda do páreo” – e ameaça até abandonar a vice na chapa de Celina Leão se falhar.
Enquanto o BRB explode com rombo multibilionário, enquanto hospitais lotam e pessoas morrem na fila por falta de leitos e medicamentos, o número dois do governo prioriza rixa política em vez de governar.
Absurdo. Desvio de função escancarado. Em vez de trabalhar 24 horas para recompor o capital do BRB, para negociar com o Banco Central, para evitar intervenção federal ou federalização do banco público que décadas sustentaram com saúde financeira – Gustavo Rocha gasta energia, contatos e recursos públicos para derrubar o principal adversário eleitoral.
Enquanto a crise administrativa pega fogo, enquanto a nota Capag despenca e o DF perde garantia da União para empréstimos, o chefe da Casa Civil joga o jogo sujo dos tribunais. Prioridade? Não salvar vidas no SUS do DF, não consertar o que Ibaneis quebrou – mas garantir que Arruda, segundo colocado em pesquisas, nem sequer dispute.
E o pior: eles mesmos contradizem a narrativa. Afirmam a “debilidade” de Arruda, posam de tranquilos com a inelegibilidade dele – mas correm desesperados aos tribunais para “retirá-lo do páreo”.
Se o homem é tão fraco, por que tanto medo? Por que tanto desespero? Porque sabem que, se a Justiça confirmar a elegibilidade (como já ocorreu em decisões recentes e mudanças na Lei da Ficha Limpa), Arruda vira ameaça real ao projeto de sucessão fajuta de Ibaneis e Celina.
Enquanto isso, o povo brasiliense paga a conta dupla: o rombo do BRB que virá em impostos e cortes, e a omissão criminosa de um governo que, em vez de governar, faz politicagem rasteira. Gustavo Rocha deveria estar salvando o DF da ruína – não tramando contra um adversário. Deveria estar nos hospitais, nas negociações financeiras, na reconstrução fiscal – não nos corredores dos tribunais garantindo monopólio eleitoral.
Chega de desvio de função disfarçado de “defesa do governo”. Chega de priorizar rixa enquanto vidas se perdem. A CLDF, subserviente como sempre, ignora? O povo não ignora. Motivos eles dão de sobra. A direita de verdade não engole essa hipocrisia – e julga nas urnas. Ou melhor: cobra agora.


