Está prevista para esta terça-feira (9) a votação do projeto que autoriza o Governo do Distrito Federal a contratar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para reforçar o caixa do Banco de Brasília (BRB). No entanto, segundo fontes ouvidas nos bastidores da Câmara Legislativa, a tendência é que a proposta encontre dificuldades para ser aprovada nesta sessão e continue em debate ao longo da semana.
A resistência ao projeto é cada vez mais evidente entre os parlamentares. De um lado, deputados da oposição intensificaram a ofensiva contra a medida, argumentando que a operação poderá comprometer a capacidade de investimento do Distrito Federal pelos próximos 15 anos, prazo previsto para o pagamento da dívida.
Do outro lado, integrantes da base governista também demonstram preocupação com os possíveis impactos políticos da proposta junto às suas bases eleitorais, o que tem aumentado as incertezas sobre o resultado da votação.
Apesar de o projeto prever uma operação de R$ 6,6 bilhões com prazo de pagamento de 15 anos, sua aprovação depende da presença mínima de 13 deputados em plenário e de maioria simples dos votos. Na prática, caso apenas 13 parlamentares participem da votação, a proposta poderá ser aprovada com sete votos favoráveis e seis contrários.
Nos corredores da CLDF, a contagem de votos segue intensa. Enquanto o governo trabalha para consolidar apoio à proposta, a oposição aposta no desgaste político do tema para ampliar a resistência ao empréstimo bilionário.
Segundo fontes da Câmara Legislativa, o cenário mais provável neste momento é que a matéria não seja votada em definitivo nesta terça-feira. A avaliação de parlamentares e assessores é de que o projeto ainda necessita de mais discussões e negociações políticas, o que pode prolongar o debate ao longo dos próximos dias.
A expectativa é de uma semana marcada por intensas articulações nos bastidores e por um dos embates políticos mais relevantes do ano na Câmara Legislativa do Distrito Federal.
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