Alegações sobre possível tumulto na festa desta segunda (15/12) mostram como a disputa entre Arruda e Celina já influencia o clima pré-eleitoral
A cerimônia de filiação de José Roberto Arruda ao PSD, marcada para esta segunda (15/12), deveria ser apenas mais um movimento dentro do xadrez partidário do DF. Mas alegações ainda não confirmadas, que teriam sido relatadas por uma pessoa presente numa reunião com membros da equipe da vice-governadora Celina Leão, deram ao evento uma dimensão inesperada.
Segundo o depoimento — prestado sob sigilo — cerca de cem pessoas ligadas ao governo ou a gabinetes da base aliada teriam sido convocadas para tumultuar o evento. O relato inclui elementos chamativos, como a suposta impressão de notas falsas para serem lançadas sobre os convidados, e a promessa de mil reais para cada participante da operação.
Nenhum dos pontos foi oficialmente validado até agora, e os envolvidos não se pronunciaram. Ainda assim, o simples fato de tais alegações circularem evidencia o ambiente de desconfiança que domina a política local.
A antecipação das tensões entre Arruda e Celina — ambos nomes relevantes para 2026 — transforma um ato partidário comum em símbolo de um jogo político que já começa pesado. A pergunta que fica é: se o pré-jogo está assim, o que esperar quando a partida realmente começar?


