Com apenas R$ 1 mil de diferença, Triumph Speed 400 entrega quase o dobro da moto da Honda CB300F — e levanta debate sobre a estratégia das fábricas brasileiras
O perfil @charliemotoca no Instagram voltou a provocar discussão no mercado motociclístico ao levantar, mais uma vez, a pergunta que não quer calar: “Isso é justo?”. Em uma publicação que viralizou entre motociclistas, o criador do conteúdo comparou diretamente a Honda CB300F Twister com a nova Triumph Speed 400 — duas motos com propostas semelhantes, mas com uma discrepância marcante no que oferecem por praticamente o mesmo preço.
Segundo o comparativo técnico publicado por @charliemotoca, a Twister é vendida no Brasil por R$ 28.990,00, enquanto a Triumph Speed 400 chega por R$ 29.990,00. A diferença de apenas R$ 1 mil é suficiente, segundo ele, para entregar quase o dobro de moto. A Speed traz 40 cv de potência contra 24,5 cv da CB300F, torque de 3,8 kgfm contra 2,4 kgfm, além de câmbio de 6 marchas com quickshifter, refrigeração líquida, suspensão dianteira invertida, painel TFT com conectividade e embreagem assistida e deslizante.
Em contraste, a CB300F oferece especificações mais simples, como câmbio de 5 marchas, refrigeração a ar, suspensão convencional, painel LCD básico e embreagem comum. O projeto da Honda é 100% nacional, enquanto a Speed 400 é resultado da parceria entre Triumph e Bajaj, com desenvolvimento na Índia.
O post destaca a discrepância com ironia: “É como pagar por um sanduíche e levar um jantar completo”. A crítica de @charliemotoca vai além da comparação técnica: é uma denúncia direta ao que ele considera uma prática injusta das montadoras nacionais, que continuam apostando em nomes tradicionais e projetos antigos, enquanto marcas globais entregam mais tecnologia, desempenho e acabamento por um valor praticamente igual.
“Você teria coragem de pagar R$28.990,00 numa Twister sabendo que, por mil a mais, tem uma Triumph Speed 400?”, pergunta o perfil na publicação, que vem sendo amplamente compartilhada entre motociclistas.
A repercussão reacende a pressão sobre a indústria nacional, especialmente sobre marcas como a Honda, que historicamente lideram o mercado, mas enfrentam questionamentos cada vez mais frequentes sobre a coerência entre preço e entrega técnica. Para o público do @charliemotoca, o consumidor brasileiro já não aceita pagar caro por menos.