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Ligações perigosas: Celina Leão, Ciro Nogueira e o rombo bilionário no BRB

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As articulações entre a vice-governadora do DF e o senador revelam indicações estratégicas que resultaram no maior escândalo da história da capital

Até quando o Distrito Federal será tratado como um tabuleiro de xadrez para os interesses da cúpula do Partido Progressistas (PP)? As recentes parcerias políticas entre a vice-governadora do DF, Celina Leão, e o senador Ciro Nogueira, não são apenas “articulações de governo”. Elas exalam o cheiro de uma ocupação estratégica que resultou no atual desastre financeiro que envolve o Banco Regional de Brasília (BRB) depois da nebulosa compra do Banco Master – um rombo de “pelo menos” R$ 6 bilhões aos cofres públicos do DF.

Vice-governadora Celina Leão (PP) e o senador Ciro Nogueira, Presidente Nacional do PP

A pergunta que não quer calar nos corredores do poder é: Celina Leão governa para o povo de Brasília ou é apenas uma peça no tabuleiro de Ciro Nogueira? A influência do senador piauiense sobre a vice-governadora é tão gritante que se torna impossível separar as indicações de Ciro das decisões de Celina.

Essa parceria “umbilical” já deu frutos amargos no passado. Não podemos esquecer que foi com o aval deles que Francisco Araújo assumiu a Saúde do DF, resultando no fiasco ético e humano da Operação Falso Negativo no auge da pandemia de Covid-19. Se a gestão da saúde foi entregue a apadrinhados que terminaram na prisão, por que confiaríamos na gestão do nosso patrimônio bancário?

A ascensão de Paulo Henrique Costa à presidência do BRB não foi um acidente. Foi um projeto. Defender que essas indicações são “técnicas” é uma ofensa à inteligência do cidadão. Sob o comando de um indicado político, o banco dos brasilienses abriu as portas para uma catástrofe sem precedentes para a capital federal, agora com a possibilidade de terrenos públicos bilionários servirem de garantia ao BRB. É tapar o sol com a peneira.

Agora vem a pergunta de R$ 6 bilhões: Qual foi o papel real de Celina Leão nisso tudo? Onde ela estava durante a aprovação desse cheque em branco dado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF)? Houve pressão? Houve troca de favores? Qual o motivo do silêncio de Celina Leão sobre os riscos dessa transação?

Inclusive, está bem sumida em meio a todo esse desastre. Procura-se a vice-governadora do DF! Vinte e quatro horas por dia lavando as mãos para tentar se afastar do Ibaneis e do maior escândalo da nossa história. Deve ser exaustivo fingir que não ajudou a construir esse caos. A crise foi feita a quatro mãos, e a responsabilização também tem que ser.

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