Os treinamentos são constantemente divulgados pelo Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM), responsável por operações norte-americanas na América Central, América do Sul e Caribe. Entre eles estão atividades relacionadas a guerra na selva, desembarque de tropas, atividades com tiros reais, voos de caças e reabastecimento aéreo, atendimento a feridos e infiltrações.
A maioria das simulações envolvem militares da 22ª Unidade Expedicionária do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos — também conhecidos como “marines” —, no campo de treinamentos das Forças Armadas dos EUA em Porto Rico, o Camp Santiago.
Em meio ao aumento da atividade militar norte-americana no país, a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) emitiu um aviso de segurança para “situação potencialmente perigosa” na região de San Juan, capital de Porto Rico. O aviso entrou em vigor nesta terça-feira (18/11), e vai até 16 de fevereiro de 2026.
Exercícios conjuntos
Outros exercícios têm sido conduzidos em equipamentos militares dos EUA que foram enviados para as águas do Caribe recentemente. Foi o caso do navio de assalto anfíbio USS Iwo Jima, que serviu de base para fuzileiros navais simularem infiltrações rápidas por meio de rapel no último sábado (15/11).
Além disso, forças dos EUA realizaram quatro exercícios militares conjuntos com países da região desde setembro: Chile, Equador e Panamá.
Localizado a cerca de 1,4 mil km da Venezuela, o Panamá recebeu um exercício combinado em três diferentes regiões do país, sobre guerra na selva.
A atividade aconteceu entre os dias 8 e 29 do último mês, com foco em “preparar indivíduos para sobreviver e prosperar em ambientes de selva”, disse o SOUTHCOM em um comunicado.
Outro exercício conjunto foi anunciado pelo governo de Trinidad e Tobago, entre os dias 16 e 21 deste mês.
Operação Lança do Sul
Enquanto militares norte-americanos treinam no Caribe, a administração Trump anunciou, na última semana, uma misteriosa operação dos EUA na América Latina.
Batizada de Lança do Sul, a missão será liderada pelo SOUTHCOM, e visa “proteger o hemisfério ocidental do narcotráfico”, conforme anunciou o chefe do Pentágono, Pete Hegseth.
“O presidente Trump ordenou a ação, e o Departamento de Guerra está cumprindo a ordem. Hoje, estou anunciando a Operação Lança do Sul”, escreveu o chefe do Pentágono em um comunicado divulgado no X em 12 de novembro. “Liderada pela Força-Tarefa Conjunta Southern Spear e a SOUTCHOM, esta missão defende nossa pátria, remove narcoterroristas do nosso hemisfério e protege nossa pátria das drogas que estão matando nosso povo. O hemisfério ocidental é a vizinhança da América — e nós o protegeremos”, informou Hegseth.
Até o momento, contudo, o Pentágono (agora chamado de Departamento de Guerra dos EUA), ainda não deu maiores detalhes sobre a operação.


