Os números até tentam ajudar, mas a realidade insiste em atrapalhar a narrativa oficial. Celina Leão aparece na dianteira nas pesquisas, é verdade, mas carrega junto um dado incômodo: é a campeã de rejeição.
Liderar com quase 20% de rejeição não é vantagem — é aviso prévio. A sensação é de que a vice-governadora corre sozinha… mas contra o próprio desgaste.
A famosa “força da máquina” já não impressiona como antes. Pelo contrário: quanto mais Celina aparece, mais cresce a resistência. O eleitor do DF parece ter entendido que continuidade nem sempre rima com solução — e os índices de rejeição escancaram isso.
No Senado, o cenário beira o constrangimento político. Ibaneis Rocha até aparece numericamente à frente, mas empata tecnicamente com todo mundo. Para quem governa, empatar é perder.
O governador sente o peso do cargo, das polêmicas acumuladas e do cansaço do eleitorado. A liderança virou miragem estatística.
Enquanto o governo patina, Arruda cresce. Discreto, mas constante. Com rejeição menor que a da líder, o ex-governador ocupa o espaço da oposição viável e vai avançando justamente onde Celina não consegue: entre os indecisos e os eleitores cansados do “mais do mesmo”.
No Senado, Leila do Vôlei é o pesadelo silencioso do Palácio. Cresce sem barulho, sem máquina e sem escândalos. A cada nova pesquisa, encosta mais nos líderes e expõe a fragilidade de quem governa e não consegue transformar poder em entusiasmo popular.
Resumo da ópera: Celina lidera, mas não convence. Ibaneis aparece, mas não empolga. Arruda e Leila avançam — e o governo sente.


