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PF deve aumentar equipe de peritos para acelerar investigações do Master

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Foto Rovena Rosa – Agência Brasil

 

André Mendonça devolve material à corporação e autoriza extrações; decisão revisa medidas de Toffoli e abre caminho para novos peritos.

A Polícia Federal (PF) deve ampliar a equipe de peritos para analisar provas apreendidas na Operação Compliance Zero e acelerar a extração de dados de mais de 100 dispositivos eletrônicos de alvos do caso Banco Master. A medida segue decisão do novo relator no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro André Mendonça, que determinou nesta quinta-feira (19/02/2026) a devolução do material à PF e autorizou a corporação a realizar extrações, análises e indexações.

No primeiro despacho como relator, Mendonça revisou uma das decisões mais criticadas de seu antecessor, Dias Toffoli. O antigo relator havia determinado que as provas da segunda fase da operação ficassem acauteladas em seu gabinete. Sob pressão, Toffoli enviou o material à Procuradoria-Geral da República (PGR) para custódia e designou nominalmente quatro peritos para a análise.

Segundo apuração da CNN Brasil, ao menos dois peritos devem ser mantidos: Luís Filipe da Cruz Nassif e Tiago Barroso de Melo, chefe e substituto do Setor de Perícias de Informática do Instituto Nacional de Criminalística (INC) em Brasília. Com a ampliação da equipe, eles passarão a delegar tarefas. Os outros dois peritos indicados por Toffoli — Enelson Candeia da Cruz Filho (área contábil e financeira do INC) e Lorenzo Victor Schrepel Delmutti (Superintendência da PF em São Paulo) — podem ser substituídos.

Mendonça autorizou que, concluídas as extrações e procedimentos periciais, os bens permaneçam sob custódia integral da PF, como ocorre ordinariamente nessa fase das investigações. O relator destacou a necessidade de eficiência operacional e preservação da cadeia de custódia diante do volume de material apreendido. Ele permitiu diligências ordinárias, como depoimentos de investigados e testemunhas na sede da PF, desde que respeitada a compartimentação das informações.

O ministro reforçou que apenas autoridades e agentes diretamente envolvidos na condução do caso terão acesso aos dados, impondo dever de sigilo inclusive em relação a superiores hierárquicos. Mendonça reduziu o grau de sigilo dos autos, que passaram do nível IV (fixado por Toffoli) para o nível III.

Dias Toffoli deixou a relatoria do caso Master em 12 de fevereiro de 2026, após perícia da PF encontrar menções a ele no celular do empresário Daniel Vorcaro. Relatório do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, foi entregue ao presidente do STF, Edson Fachin. Sob pressão, Toffoli abriu mão da supervisão da ação.

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