O rock alternativo de Goiás pode ser declarado Patrimônio Cultural Imaterial do Estado de Goiás, como consta de proposta do deputado Mauro Rubem (PT), protocolada na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).
O projeto de lei, de n° 3207/25, reconhece a importância do rock alternativo goiano na formação da identidade cultural e musical do Estado. Para ser considerado rock alternativo goiano, as manifestações artístico-musicais devem ser originadas no Estado, caracterizadas pela produção independente, experimentação sonora e participação ativa em festivais locais, como o Festival Vaca Amarela, Goiânia Noise Festival e Bananada.
Se aprovado, o poder público vai adotar medidas para fomentar e preservar o rock alternativo feito em Goiás. Dentre elas estão: a criação de registros audiovisuais, apoio a festivais e eventos, parcerias com a iniciativa privada, programas de incentivo financeiro para bandas locais, intercâmbios culturais e ampliação do acesso a espaços públicos para ensaios e apresentações.
“A mobilização da cena musical e o apoio institucional ao projeto serão fundamentais para garantir sua aprovação. Reafirmamos nosso compromisso com a valorização da cultura goiana. O reconhecimento do rock alternativo como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado fortalece um dos segmentos mais relevantes da música independente nacional, garantindo que sua trajetória seja protegida e incentivada de forma contínua”, afirmou Mauro Rubem ao justificar a iniciativa.
O texto foi distribuído para relatoria do deputado Gugu Nader (Avante) na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ). Se aprovado, seguirá para análise do Plenário, onde passará por duas fases de discussão e votação.