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Tarifaço e política nacional dominam debates no Plenário

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Marcada por intenso debate sobre o cenário político brasileiro atual, a sessão ordinária desta quarta-feira, 6, realizada de forma presencial no Plenário Íris Rezende, resultou na aprovação de iniciativa para incentivar o contato social com residentes de Instituições de Longa Permanência (ILPIs).

Trata-se de projeto de lei (22850/24), de autoria do deputado Coronel Adailton (Solidariedade), que institui a Campanha Estadual de Incentivo às Visitas aos Asilos, Abrigos e Instituições de Longa Permanência de Idosos. O incentivo à visitação é sobretudo uma forma de melhoria da saúde e do bem-estar dessa população. A matéria recebeu a validação definitiva e agora segue para sanção ou veto do governador Ronaldo Caiado (UB).

Para incentivar as visitas se propõe conscientizar e informar a sociedade acerca da importância delas; apresentar os trabalhos desenvolvidos no acolhimento de idosos; promover informações e debates a respeito da importância do cuidado deles; e incentivar parcerias institucionais e estratégicas com instituições da sociedade civil e órgãos governamentais.

De acordo com a proposta, durante a campanha, poderão ser realizadas peças publicitárias, reuniões, palestras, cursos e congressos, além de outras formas de informação sobre a importância dos cuidados com os idosos, saúde, lazer e outras formas de acolhimento. 

Deputados discutem política nacional

Antes da discussão ser tomada pela situação política nacional, Clécio Alves (Republicanos), primeiro a se manifestar no Pequeno Expediente, cobrou a Prefeitura de Goiânia em relação a falhas dos serviços prestados e falta de vagas nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) da capital. O deputado mostrou comunicado oficial informando que, por equipe insuficiente, alunos seriam dispensadas antes do final do turno matinal.

Alves afirmou que o mutirão da educação da prefeitura previsto para este final de semana não deve cumprir a promessa de oferta de mais de 5 mil vagas. “Essa prefeitura de Goiânia está querendo privatizar as escolas, como fizeram com as OSS [Organizações Sociais de Saúde] e estão fazendo com a Limpa Gyn [consórcio especializado em limpeza urbana]”, criticou.

Manifestando-se em seguida, Lucas Calil (MDB) abordou o tema da taxação do Brasil pelos Estados Unidos e sustentou que a disputa ideológica acirrada dos últimos anos tem prejudicado os brasileiros. É preciso, ponderou, “que os políticos de centro, os moderados, aqueles da vida real, tomem seu espaço e posicionamento, para não ficarmos nessa guerra de esquerda e direita”.

Amauri Ribeiro (UB) se opôs a Calil dizendo não respeitar “quem fica em cima do muro” e não existir “mais ou menos certo ou errado, ou é certo, ou é errado, ou defende os princípios de direita ou é esquerda disfarçada”. Ele acusou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre Morais de estar “destruindo a democracia desta nação”.

Líder do Governo estadual no Legislativo goiano, Talles Barreto (UB) endossou a fala de Ribeiro e argumentou que “a polarização que acontece hoje no Brasil vem de um conluio da Presidência da República com o Supremo Tribunal Federal”. O parlamentar afirmou, ainda, que Alexandre de Moraes “perdeu [o apoio dos] seus parceiros” na Suprema Corte.

Antônio Gomide (PT), já na Ordem do Dia, pontuou que é necessário trazer o debate para os problemas enfrentados, especificamente, por Goiás: “Temos muitos desafios aqui que precisam ser enfrentados com seriedade. O que acontece em nível nacional impacta, sim, o nosso Estado, mas não podemos desviar o foco do que está acontecendo por aqui”. 

Bia de Lima (PT) estendeu uma bandeira brasileira no púlpito e criticou Amauri Ribeiro por ter, anteriormente, estendido a norte-americana. “É um absurdo”, criticou, “subir à tribuna com a bandeira de um país que está causando o maior prejuízo aos brasileiros do agronegócio e da indústria”. Trata-se, disse também, de “um sentimento pequeno” e de “um vexame para Goiás e para quem precisa da exportação da carne, do café”.

Na Ordem do Dia, outros temas são levados à pauta

Outros três temas levados à tribuna, durante a Ordem do Dia, foram o desalojamento de uma comunidade, o aniversário de Rio Verde e obras nas rodovias estaduais.

Mauro Rubem (PT) celebrou a reversão de decisão que desalojaria 400 famílias da comunidade Antinha de Baixo, de Santo Antônio do Descoberto. “Estive lá na segunda-feira [4], quando a ação de despejo ainda estava em vigor. Uma tragédia, as pessoas tendo suas casas destruídas, o interessado na destruição andando de caminhonete com um monte de seguranças armados”, relatou. “Mas conseguimos reverter essa decisão fragorosamente injusta com o ministro [Edson] Fachin [ministro do STF] e com o Tribunal Superior”.  

Quem saudou os 177 anos de Rio Verde foi o deputado Karlos Cabral (PSB), que lembrou que os votos locais viabilizaram quatro eleições suas para deputado e destacou nomes importantes para o desenvolvimento de Rio Verde, sobretudo da produção agrícola.

As obras nas rodovias estaduais foram abordadas por Wagner Camargo Neto (Solidariedade). Ele destacou o início das obras na GO-460, no trecho entre Diolândia, distrito de Itapuranga, e o município de São Patrício.

Depois, disse querer se reunir com produtores agrícolas para discutir a pavimentação da GO-429, entre Itapuranga e Goiás, e a duplicação da GO-164, entre Goiás e São Miguel do Araguaia. “Em parte dessa região”, contextualizou, “a soja tem entrado com muita força, com certeza essa é uma rota de desvio da BR-153, que é a rodovia mais crítica no que tange à segurança de tráfego. Isso prejudica muito o desenvolvimento do Estado e traz muita insegurança a todos que trafegam nessa rodovia”.



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