O cantor transexual Nicky Cruz, participante da primeira temporada do reality musical “Estrela da Casa”, agitou as redes sociais ao postar nesta quinta-feira, 23, uma foto só de cueca, exibindo um volume.
“Me amo sem culpa”, escreveu ele na legenda do post. Nos comentários, Nicky revelou que está usando uma packer (ou packer prostético), que é um pênis de borracha ou silicone, geralmente macio e de aparência realista, usado para simular o volume de um pênis sob a roupa.
“Tu tem pinto?”, questionou um seguidor, em tom de ironia. “Sim, tenho três”, respondeu o cantor, marcando o perfil de uma loja do produto.
A packer é muito utilizado por homens trans, pessoas não binárias e outras pessoas transmasculinas que desejam afirmar sua identidade de gênero e se sentir mais confortáveis com a própria imagem corporal.
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Nick Cruz
Reprodução/ Globoplay
Nick iniciou a transição em 2020. Dois anos depois, trocou de gênero nos documentos, mantendo o mesmo nome de batismo.
Ele já trabalhava com música antes de entrar para o reality. Em 2021, lançou a música “Sol no peito”, em que aborda a transfobia presente em sua vida e na de milhares de transexuais. A capa do single traz uma imagem do cantor antes da transição (veja abaixo).
No clipe, ele interpreta um personagem trans que deseja fazer mastectomia para poder “tomar sol no peito” sem sofrer discriminação, um sonho que o artista planeja realizar em breve.
Em outubro do ano passado, Nick Cruz fez um ensaio usando fita tape nos seios, enquanto aguardava para fazer uma cirurgia de mastectomia, a cirurgia de retirada dos seios.
“Quero muito fazer a mastectomia, mas não é uma coisa que me sufoca. Tenho paciência e vou esperar o tempo certo. Nunca experimentei ir à praia sem camisa. Tenho muita vontade. É um sonho”, disse ele na ocasião, em entrevista ao EXTRA.
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Nick lançou em 2021 a música “Sol no peito” com uma foto dele antes da transição
Instagram
“Como eu vejo tudo como uma construção social, não é algo que me incomoda. Eu quero, é um desejo, mas não tenho essa pressa de dizer que quero logo ou que odeio que as pessoas me chamem de Nicole, não é isso”, explicou, citando a dificuldade que muitos trans enfrentam para realizar a transição:
“Os seios não me incomodam. Já tentei fazer pelo SUS da minha cidade, que é uma cidade pequena, e não tive sucesso. É praticamente impossível. Fiz a minha transição, tomando testosterona, parando e voltando, com grana, sem grana, por um ano e meio. É um processo bem longo. E se você não tem emprego para ganhar dinheiro e pagar, fica ainda mais difícil”, contou.
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