A suspeita é a de que as propriedades rurais localizadas no Mato Grosso, uma delas com 183 hectares, eram utilizadas de alguma maneira para os negócios irregulares do CV. Já se sabe que o esquema teria movimentado em dois anos um valor em torno de R$ 630 milhões. Parte deste dinheiro teria sido usada para a compra de drogas, entre elas cocaína, e para aquisição de armas utilizadas pela facção. A investigação descobriu que valores arrecadados pelo CV no Morro da Mangueira, na favela de Manguinhos, na favela Final Feliz, em Guadalupe, no Complexo do Chapadão, em Costa Barros, no Complexo da Penha, e no Jardim Catarina, em São Gonçalo, além de Juiz de Fora, em Minas Gerais, eram depositadas em contas usadas por um agropecuarista, na cidade de Pontes e Lacerda. Ele e outras 24 pessoas suspeitas de envolvimento no esquema estão sendo investigadas. Para cumprir 39 mandados de busca e apreensão, relacionados ao grupo criminoso, a Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta terça-feira, mais uma fase da Operação Contenção. A ação contou com policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco/IE), responsável pela investigação, com agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), homens da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), e de unidades do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), e ainda com o apoio da Polícia Civil de Minas Gerais e do Mato Grosso.



