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Ações do BRB desabam de vez e acumulam queda de 92%

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Ações hoje não passam de R$3,02, chegaram a ser negociadas a R$38

As ações do Banco de Brasília (BRB) atingiram, nesta sexta-feira (3), o menor valor de sua história: R$ 3,02. O número representa uma queda de 92% em relação a cinco anos atrás, quando os papéis eram negociados a R$ 38. Na prática, quem comprou ações do banco em 2021 perdeu quase todo o capital investido. A derrocada acompanha a pior crise já enfrentada pela instituição desde que assumiu carteiras de crédito problemáticas do Banco Master.

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O colapso do BRB teve início em novembro de 2025, com a deflagração da Operação Compliance Zero, que revelou a compra de carteiras fraudulentas do Banco Master. O prejuízo acumulado até o momento chega a R$ 8,8 bilhões. O então presidente do banco, Paulo Henrique Costa, foi afastado por decisão judicial e, quatro meses depois, preso sob acusação de ter recebido propina de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, para favorecer a operação com recursos públicos.

Diante da dimensão do rombo, o Governo do Distrito Federal tenta obter um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para capitalizar o banco e evitar sua quebra. O acordo foi homologado pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, há mais de um mês, mas o contrato ainda não foi assinado. A resistência dos bancos que deveriam dar fiança à operação e a necessidade de aprovar um projeto de lei na Câmara Legislativa para viabilizar as garantias atrasaram o socorro.

Queda histórica das ações reflete gravidade da crise e expõe dificuldade do GDF em concluir socorro ao BRB

A desvalorização das ações do BRB reflete diretamente a perda de confiança dos investidores na instituição após a revelação do escândalo. O mercado precificou de forma severa os riscos associados à compra das carteiras fraudulentas e à instabilidade gerada pela operação. Enquanto o governo negocia o empréstimo bilionário, o valor de mercado do banco continua derretendo, ampliando o prejuízo para acionistas e reforçando a percepção de que a instituição atravessa sua pior fase desde a sua criação.

A demora na assinatura do contrato com o FGC também contribui para o ambiente de incerteza. Mesmo após a aprovação do projeto de lei que autoriza a operação e a homologação do acordo pelo STF, as negociações com os bancos que dariam a fiança permanecem emperradas. Essa paralisia prolonga a exposição do BRB a riscos e mantém o banco em uma situação de fragilidade que se reflete diretamente na cotação de suas ações.

O caso do BRB ilustra os efeitos concretos de uma operação financeira questionada sobre o valor de uma instituição pública. A compra de carteiras problemáticas do Banco Master gerou um rombo bilionário que, além de comprometer o patrimônio do banco, afetou sua credibilidade perante o mercado. A incapacidade de concluir rapidamente o socorro financeiro mantém o BRB em uma posição vulnerável, com consequências diretas para seus acionistas e para a imagem da gestão pública responsável pela instituição.

#BRB #BancoMaster #GDF #Eleicoes2026



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