Digimais, alvo de operação da Polícia Federal, é denunciado por clientes por enviar mensagens com ameaças em nome do órgão de trânsito para cobrar financiamentos veiculares
O Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, é alvo de reclamações de clientes que acusam a instituição de se passar pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran) para cobrar dívidas de financiamentos veiculares. Os relatos, publicados no site Reclame Aqui, descrevem o envio de mensagens com ameaças de suspensão de CNH, bloqueio de RENAVAM e até busca e apreensão do veículo, todas em nome do órgão público, e não do banco.
As denúncias surgem dois dias após a Polícia Federal deflagrar a Operação Miragem contra o Digimais. Na ação, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão e determinou o bloqueio de mais de R$ 670 milhões em bens de investigados. A operação investiga supostas fraudes contábeis e manipulação de demonstrativos para ocultar a real situação financeira da instituição.
Leia também A seleção brasileira masculina de futebol conquistou de forma invicta o heptacampeonato da Copa América de futebol de cegos. Na final disputada neste sábado (12), a Amarelinha derrotou a Colômbia… A brasileira Ana Sátila garantiu a medalha de ouro ao vencer neste sábado (12) a final do C1 (canoa individual) da última etapa da Copa do Mundo de canoagem slalom… Já se sabe que o diabetes causa alterações nos vasos sanguíneos que podem resultar em problemas de circulação. O que poucos sabem é que, quando essa situação acomete especificamente a… Os participantes da reunião de Cúpula do Brics, neste fim de semana em Nova Delhi, capital da Índia, manifestaram “profunda preocupação” com tensões no Oriente Médio, criticaram a imposição de tarifas unilaterais no comércio… O consumo crônico de álcool e de tabaco pode causar colapso na produção de energia das células responsáveis pela visão, causando danos graves e até mesmo cegueira. A informação integra… O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, negou neste sábado (12) o pedido de Alexandre de Moraes para que os casos envolvendo os dois ministros fossem analisados… A Arábia Saudita fechou seu oleoduto Leste-Oeste, depois que a via de transporte de petróleo sofreu ataque aéreo no contexto da guerra no Oriente Médio, que vem se intensificando, ameaçando elevar… Ato amarelo saiu do 15º BPM e terminou na Casa de Paternidade O candidato a deputado federal Izalci Lucas (PL) realizou na sexta-feira (11) carreata na Estrutural e em… Mais de 1 milhão de crianças menores de 5 anos foram vacinadas com a Pneumo 20 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde junho deste ano, quando se iniciou a… A seleção brasileira feminina de vôlei derrotou o Chile por 3 sets a 0 (25/13, 30/28 e 25/11) neste sábado (12) no Pré-Olímpico Sul-Americano e ficou a uma vitória de…
De acordo com relatos de clientes, as mensagens enviadas por assessorias de cobrança contratadas pelo Digimais informavam sobre supostas irregularidades no financiamento do veículo e ameaçavam medidas administrativas que, na prática, só poderiam ser aplicadas pelo Detran. Um dos reclamantes destacou que o Detran não realiza cobranças de parcelas em atraso e que o uso indevido do nome do órgão configuraria prática abusiva. Outro cliente relatou ter recebido SMS com ameaças de “suspensão de CNH, bloqueio de RENAVAM e busca e apreensão”, tudo em referência a uma dívida com o banco.
Em resposta às reclamações, a ouvidoria do Digimais reconheceu que algumas mensagens enviadas por SMS “ficaram fora do padrão de comunicação adotado pela instituição”. A empresa afirmou que os casos estão sendo tratados internamente e que há reforço nas orientações sobre conduta e comunicação com clientes. Em outros registros, a ouvidoria admitiu “divergência pontual em comunicação encaminhada, em desacordo com as diretrizes e padrões” da instituição. Apesar das respostas, a reputação do banco na plataforma Reclame Aqui é considerada ruim.
O uso indevido do nome do Detran para cobrar dívidas privadas pode configurar prática abusiva prevista no Código de Defesa do Consumidor. Especialistas em direito do consumidor avaliam que a conduta, se comprovada, pode gerar indenizações por danos morais aos clientes afetados, além de sanções administrativas por parte do Banco Central e do Procon. O caso também levanta questionamentos sobre a fiscalização das empresas terceirizadas contratadas por instituições financeiras para realizar cobranças.
A Operação Miragem da Polícia Federal investiga justamente práticas irregulares no Digimais. Segundo a representação da PF que fundamentou a ação, o banco teria adotado um modelo operativo semelhante ao do extinto Banco Master, com captação de recursos por meio de CDBs com taxas acima do mercado e manipulação de informações contábeis para apresentar uma situação financeira mais favorável do que a real. A investigação aponta que a instituição controlada por Edir Macedo teria transferido riscos para o sistema financeiro e para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Leia também A seleção brasileira masculina de futebol conquistou de forma invicta o heptacampeonato da Copa América de futebol de cegos. Na final disputada neste sábado (12), a Amarelinha derrotou a Colômbia… A brasileira Ana Sátila garantiu a medalha de ouro ao vencer neste sábado (12) a final do C1 (canoa individual) da última etapa da Copa do Mundo de canoagem slalom… Já se sabe que o diabetes causa alterações nos vasos sanguíneos que podem resultar em problemas de circulação. O que poucos sabem é que, quando essa situação acomete especificamente a… Os participantes da reunião de Cúpula do Brics, neste fim de semana em Nova Delhi, capital da Índia, manifestaram “profunda preocupação” com tensões no Oriente Médio, criticaram a imposição de tarifas unilaterais no comércio… O consumo crônico de álcool e de tabaco pode causar colapso na produção de energia das células responsáveis pela visão, causando danos graves e até mesmo cegueira. A informação integra… O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, negou neste sábado (12) o pedido de Alexandre de Moraes para que os casos envolvendo os dois ministros fossem analisados… A Arábia Saudita fechou seu oleoduto Leste-Oeste, depois que a via de transporte de petróleo sofreu ataque aéreo no contexto da guerra no Oriente Médio, que vem se intensificando, ameaçando elevar… Ato amarelo saiu do 15º BPM e terminou na Casa de Paternidade O candidato a deputado federal Izalci Lucas (PL) realizou na sexta-feira (11) carreata na Estrutural e em… Mais de 1 milhão de crianças menores de 5 anos foram vacinadas com a Pneumo 20 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde junho deste ano, quando se iniciou a… A seleção brasileira feminina de vôlei derrotou o Chile por 3 sets a 0 (25/13, 30/28 e 25/11) neste sábado (12) no Pré-Olímpico Sul-Americano e ficou a uma vitória de…
O Digimais ganhou visibilidade nos últimos anos como um banco digital de menor porte, mas com forte presença em operações de crédito consignado e financiamento veicular. A instituição é controlada pela Igreja Universal do Reino de Deus, por meio de empresas ligadas ao bispo Edir Macedo. Embora o próprio Edir Macedo não tenha sido alvo de mandados de prisão — ele reside no exterior —, a Justiça determinou a quebra de seu sigilo bancário e fiscal, além do bloqueio de bens.
O uso do nome do Detran em cobranças privadas, somado às investigações da Polícia Federal sobre supostas fraudes contábeis, coloca o Digimais em uma situação delicada perante clientes, órgãos de controle e o mercado financeiro. A prática de enviar mensagens intimidatórias em nome de um órgão público pode configurar crime de estelionato ou exercício ilegal de função pública, dependendo da análise do Ministério Público. Até o momento, o banco não se manifestou oficialmente sobre as denúncias de uso indevido do nome do Detran.
O caso reacende o debate sobre os limites éticos e legais das práticas de cobrança adotadas por instituições financeiras e suas terceirizadas. Enquanto o Digimais enfrenta investigações criminais e reclamações de clientes, a Polícia Federal e o Banco Central seguem analisando os documentos apreendidos na Operação Miragem. Novos desdobramentos devem surgir nos próximos dias, à medida que as apurações avançarem.
#digimais #operacaomiragem #edirmacedo #detran #direitodoconsumidor


