Deputados criticam atraso no pagamento de terceirizados do IGES e de educadores sociais voluntários
Distritais questionaram providências por parte dos órgãos competentes
O início da sessão ordinária desta terça-feira (14) foi marcado por críticas de deputados distritais a atrasos nos pagamentos de trabalhadores de empresas terceirizadas que prestam serviço de limpeza nos hospitais administrados pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IGES). Os distritais também chamaram a atenção para um problema semelhante que atinge os educadores sociais voluntários, que prestam serviço nas escolas públicas do Distrito Federal.
A deputada Dayse Amarilio (PSB) usou a tribuna da Casa para pedir a regularização do pagamento dos terceirizados que prestam serviço no Hospital de Base e no Hospital de Santa Maria. “Os trabalhadores da empresa Diagnose estão sem receber. São famílias. Isso não se faz. São em sua maioria mulheres que trabalham na saúde e estão sem receber. Peço ao IGES que resolva essa situação, pois nenhuma conta deixa de chegar porque o seu salário está atrasado”, criticou.
O deputado Gabriel Magno (PT) reforçou a crítica da colega. “A denúncia de falta de pagamentos aos trabalhadores da Diagnose se soma a outras centenas de processos trabalhistas contra o IGES. O que nos impressiona é que não há prestação de contas do IGES ao Tribunal de Contas. O IGES acha que está acima do próprio Governo do Distrito Federal e a população está sofrendo nesses dois hospitais”, reclamou o deputado.
O atraso no pagamento dos educadores sociais voluntários, que atuam junto a estudantes com deficiência, também foi criticado na tribuna da Câmara Legislativa. “Os educadores sociais voluntários são vistos como um serviço temporário. Isso está errado. A inclusão não pode ser tratada como gambiarra. Parece que é sempre um assunto para depois. Nenhum de nós quer ver seu filho se sentindo desconfortável na escola”, afirmou o deputado Eduardo Pedrosa (União Brasil).
“Nunca se viu ser voluntário e receber um valor tão baixo. É uma aberração que dura até hoje. O cargo deveria ser chamado de monitor temporário e garantir os direitos de trabalhador temporário. Hoje os educadores sociais voluntários não têm sequer luvas ou máscaras para trabalhar”, criticou Jorge Vianna (Democrata). “É preciso pelo menos pagar os educadores sociais voluntários em dia. Imagina o que é trabalhar dois meses sem saber quando receberá o salário?”, questionou Gabriel Magno.
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