Projeções de centros acadêmicos apontam favoritismo democrata na disputa pela Câmara, enquanto o governo de Donald Trump busca reconfigurar o mapa eleitoral.
As eleições de meio de mandato (Midterms) de 2026 nos Estados Unidos colocam em jogo o controle do Congresso e testam a força política do governo de Donald Trump. Embora o presidente não esteja nas urnas, o resultado impacta diretamente os últimos dois anos de sua gestão. Nas projeções para a Câmara dos Representantes, institutos com pesquisa, como o Center for Politics, o Race to the WH e o 270toWin apontam vantagem para o Partido Democrata, oposição ao partido de Trump, que aparece cotado para assegurar entre 220 e 236 cadeiras, mantendo a oposição competitiva frente aos republicanos, partido de Trump.
A disputa legislativa foi marcada por uma intensa “guerra de mapas eleitorais” promovida por ambos os partidos. Para tentar preservar a maioria republicana na Câmara, o presidente Donald Trump articulou o redesenho de distritos em estados-chave, a começar pelo Texas, estratégia replicada posteriormente por administrações aliadas em estados como Flórida, Carolina do Norte e Ohio. Em resposta, estados liderados por democratas, como a Califórnia, também redesenharam seus distritos para blindar e ampliar assentos do partido.
Em paralelo, o voto por correio transformou-se em um dos principais campos de batalha políticos e judiciais da temporada. Com 37 estados e Washington, D.C., permitindo a solicitação de cédulas sem justificativa, a modalidade virou alvo de restrições defendidas por Trump, que alega riscos de fraude. Decretos e normas federais que buscavam impor barreiras ao envio postal de votos foram contestados na Justiça por estados e organizações, culminando em bloqueios parciais determinados pela Suprema Corte nas vésperas da votação.


