Minutos após ser reeleito presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) de forma unânime, um feito histórico, Rodrigo Bacellar (União) recebeu a imprensa atrás da mais alta cadeira do Palácio Tiradentes, símbolo do poder no Rio. Ali, explicou como conseguiu costurar acordos para ter votos da esquerda e direita e ensaiou, publicamente pela primeira vez, um discurso de alguém que estava interessado em conquistar o Palácio Guanabara no ano que vem. E no último fim de semana, Bacellar sentou na cadeira de governador. Ele comandou interinamente o Estado do Rio, já que Cláudio Castro (PL) estava em Lima, no Peru. O que o deputado não sabia é que já era considerado foragido, pois o ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF) ordenou sua prisão na sexta-feira passada, efetuada ontem na sede da Polícia Federal — exatamente dez meses após ele ter sido reeleito presidente da Alerj.


