Pré-candidato ao governo do DF afirma que servidores sofreram mais uma “chapuletada” com descontos irregulares e critica reincidência do BRB em investigações
O ex-governador José Roberto Arruda (PSD), pré-candidato ao Governo do Distrito Federal, criticou duramente o governo da governadora Celina Leão (PP) ao comentar a Operação Juros Zero, deflagrada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Em vídeo publicado nas redes sociais, Arruda afirmou que os servidores públicos do DF sofreram mais uma “chapuletada no lombo” com os descontos irregulares realizados por meio do PicPay.
Segundo Arruda, depois da quebra do BRB com a compra de títulos podres do Banco Master e do anúncio do empréstimo bilionário que, segundo ele, vai engessar os investimentos do GDF por 15 anos, agora vem à tona a entrega da folha de pagamento dos servidores a um banco digital, com a promessa de não cobrar juros — o que, na prática, teria sido descumprido.
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“Eles entregaram a folha de pagamento dos servidores do GDF pro banco digital com a promessa de não cobrar juros. Só que na prática o banco passou a cobrar encargos disfarçados de taxa, sem autorização dos correntistas. Oitenta e um milhões de reais teriam sido descontados de forma irregular”, disse Arruda.
O pré-candidato também destacou que o BRB volta a aparecer no centro de uma investigação grave. Para ele, o banco público estaria sendo usado como plataforma para interesses políticos e lucros pessoais. “É lamentável. Brasília não merece isso. Mas podem ter certeza: essa farra vai acabar”, afirmou.
A declaração de Arruda ocorre em meio à Operação Juros Zero, que investiga supostas fraudes em consignados e descontos indevidos na folha de servidores do Distrito Federal, com foco em operações realizadas pelo PicPay e na atuação da BRB Serviços.
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