Pré-candidata a deputada federal pelo Avante afirma que ninguém deveria perder a vida enquanto espera por atendimento e defende fortalecimento da saúde pública no Distrito Federal
A pré-candidata a deputada federal Gláucia do Arruda (Avante) manifestou indignação com a morte de Vilmar Pereira da Silva, de 49 anos, que ocorreu no último sábado (20) dentro da UPA do Recanto das Emas. O paciente, que era cadeirante, permaneceu por cerca de quatro horas na unidade sem receber atendimento adequado até ser constatado o óbito. Em vídeo publicado nas redes sociais, Gláucia afirmou que nenhuma pessoa deveria perder a vida enquanto aguarda por cuidado médico.
A parlamentar em pré-campanha destacou que o caso expõe falhas graves no sistema público de saúde do Distrito Federal. Segundo ela, o episódio não pode ser tratado apenas como uma tragédia isolada, mas como reflexo de problemas estruturais que afetam diariamente quem depende do SUS. Gláucia do Arruda ressaltou que o acolhimento de pacientes em situação de vulnerabilidade, especialmente aqueles com mobilidade reduzida ou em condições de fragilidade, precisa ser prioridade nas unidades de urgência e emergência.
Em sua manifestação, a pré-candidata afirmou que já vem alertando sobre a precariedade do sistema de saúde público no Distrito Federal. Para ela, o SUS enfrenta um cenário de caos que se manifesta em longas filas de espera, falta de profissionais em alguns turnos e insuficiência de estrutura para atender à demanda da população. Gláucia defendeu que, mais do que apontar responsáveis, é necessário refletir sobre formas de fortalecer o atendimento e garantir que os pacientes sejam acolhidos com dignidade e respeito.
A morte de Vilmar dentro de uma unidade de saúde reacendeu discussões sobre o tempo de espera nas UPAs do Distrito Federal. Testemunhas relataram que o paciente permaneceu na recepção da unidade por um período prolongado sem que sua condição fosse reavaliada, mesmo estando em cadeira de rodas. Gláucia do Arruda questionou se a fragilidade visível do paciente não deveria ter motivado uma atenção mais rápida por parte da equipe. Na visão dela, o simples fato de uma pessoa em situação de vulnerabilidade permanecer por horas em uma unidade de saúde sem avaliação adequada já representa uma falha grave no processo de acolhimento.
A pré-candidata também destacou que o Distrito Federal precisa avançar na humanização do atendimento público. Segundo ela, cada cidadão que busca uma unidade de saúde merece ser ouvido, acolhido e tratado com respeito, independentemente de sua condição social ou do motivo que o levou até o local. Gláucia argumentou que muitos pacientes em situação de rua ou vulnerabilidade acabam utilizando as UPAs como refúgio, o que aumenta a complexidade do trabalho das equipes, mas não pode servir de justificativa para a ausência de cuidado quando há sinais claros de que a pessoa necessita de avaliação médica.
O caso de Vilmar Pereira da Silva gerou forte comoção nas redes sociais e entre lideranças políticas do Distrito Federal. A governadora Celina Leão (PP) afirmou que a apuração será conduzida com rigor, enquanto o Iges-DF, responsável pela gestão da unidade, sustentou que o paciente costumava frequentar o local para pernoitar. Gláucia do Arruda evitou entrar diretamente nesse debate, preferindo focar na necessidade de mudanças estruturais no sistema de saúde. Para ela, independentemente das circunstâncias que levaram Vilmar até a UPA, o fato de ele ter entrado vivo na unidade e saído morto exige respostas concretas e não apenas explicações posteriores.
A pré-candidata defendeu que o Distrito Federal precisa investir em uma rede de saúde mais resolutiva e humana. Na avaliação dela, isso passa por melhorias na estrutura das UPAs, capacitação contínua das equipes, protocolos claros de acolhimento para pacientes em situação de vulnerabilidade e maior integração entre os diferentes níveis de atenção à saúde. Gláucia também destacou a importância de garantir que as famílias tenham acesso a informações claras sobre o que aconteceu com seus parentes, especialmente em casos como o de Vilmar, onde ainda há muitas dúvidas sobre o tempo de espera e os procedimentos realizados.
O episódio reforça a relevância do tema da saúde pública no debate eleitoral de 2026. Com a proximidade das eleições, diferentes pré-candidatos têm utilizado casos como o de Vilmar para cobrar mudanças na gestão do sistema de saúde do Distrito Federal. Gláucia do Arruda, ao se manifestar publicamente, buscou se posicionar como uma voz preocupada com a humanização do atendimento e com a proteção das pessoas mais vulneráveis. Ela afirmou que seguirá cobrando melhorias no SUS e defendendo que nenhuma vida seja tratada como invisível dentro de uma unidade de saúde.
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