A gente admira a beleza de uma obra, mas precisa lembrar a importância que tem o seu alicerce. Neste 2025 prestes a acabar, quem ainda não conhecia João Gomes provavelmente ouviu falar dele. O músico pernambucano de apenas 23 anos já colecionava fãs há alguns anos, mas foi abraçado por novos públicos. É elogiado pela crítica especializada e virou queridinho, inclusive, nos grandes centros. Gravou DVD com plateia gigante em plena Lapa, no Rio, e foi anunciado como atração do réveillon de Copacabana. Mais uma prova de todo esse reconhecimento veio na última semana, no prêmio Multishow. O jovem saiu consagrado com quatro troféus, incluindo o de artista do ano. Em um de seus discursos de agradecimento, citou a mulher, que “faz dele um cara melhor todo dia’’. Invariavelmente, em entrevistas, ele também exalta seus filhos, sua família e seu lar. É impossível determinar até onde João Gomes vai. Mas fica claro para onde ele sempre quer voltar: sua casa, suas origens. O segredo da construção está aí: o cantor solidifica a própria trajetória, mantendo, com cuidado, as bases que o sustentam.



