Representante do PT, o deputado Mauro Rubem utilizou o Pequeno Expediente para relatar uma situação envolvendo a apreensão de um veículo em blitz do Detran-GO. Segundo ele, foi procurado por um cidadão que informou ter tido o carro apreendido por conta de gravame, sem débitos junto ao órgão. O deputado afirmou que, após a apreensão, o proprietário precisou pagar o serviço de guincho para levar o veículo ao pátio do órgão e, no dia seguinte, realizou novo pagamento de guincho para retirar o carro do local.
O legislador disse, nesta terça-feira, 26, que solicitará explicações ao Detran-GO sobre o procedimento relacionado à cobrança do guincho para retirada do veículo do pátio. Ainda de acordo com Rubem, será feita uma exigência formal de esclarecimentos sobre o caso.
Na ocasião, o parlamentar também divulgou um ato marcado para as 17 horas de hoje no cruzamento da Avenida Anhanguera com a Rua Tocantins, em defesa do fim da escala 6×1 e da redução da jornada de trabalho. Aproveitou para estender o convite aos sindicatos e parlamentares que apoiam a pauta. Durante o pronunciamento na tribuna, Rubem afirmou que a proposta de redução da jornada de trabalho deverá ser votada no Congresso Nacional amanhã e disse acreditar que a classe trabalhadora poderá avançar na pauta após 50 anos sem mudanças na jornada laboral.
Ordem do Dia
Ao voltar à tribuna, durante as votações da Ordem do Dia, Rubem criticou o desconto, aplicado pelo Governo do Estado, de 14,25% sobre os proventos dos servidores aposentados. Segundo o deputado, o Executivo “investe um dinheiro significativo em publicidade e propaganda, mas alega dificuldade financeira”.
O parlamentar comentou, ainda, notícia, da imprensa nacional, que apontou que a gestão do Governo de Goiás sob o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) teria movimentado cerca de R$1,36 bilhão por meio da fintech BK Bank, entre 2021 e 2025. A empresa é alvo da Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, sob a suspeita de atuar como “banco paralelo” para lavagem de dinheiro da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
“Esse é o Estado que diz que não tem dinheiro para valorizar o servidor aposentado. A categoria da saúde está totalmente esquecida e não consegue, sequer, pagar a data-base, que dirá as promessas de campanha. É um Governo aos frangalhos e que torra o dinheiro dos goianos”, declarou Mauro Rubem.


