Aquele que já foi exemplo de qualidade no transporte par ao Brasil, Metrô-DF registrou queda de 2,2% no número de passageiros transportados entre 2024 e 2025. Segundo a Associação Nacional dos Transportadores de Pessoas sobre Trilhos (ANPTrilhos), o total caiu de aproximadamente 42,5 milhões para 41,6 milhões de usuários, o que representa uma redução de cerca de 900 mil passageiros.
Para a diretora-presidente da ANPTrilhos, Ana Patrizia Lira, o principal motivo é a falta de investimentos consistentes no transporte sobre trilhos. Ela afirma que as pessoas estão migrando para carros e motos porque o trânsito melhorou e o metrô segue lotado em horários de pico. “Quando você faz políticas públicas de integração, o passageiro vem”, pontuou.
O Metrô-DF confirmou os números, mas argumentou que a média diária de passageiros em dias úteis permaneceu praticamente estável, em torno de 148 mil. A companhia citou que fatores como feriados e dias festivos podem interferir na comparação anual e informou que está em andamento a expansão para Samambaia e Ceilândia, com previsão de atender 12 a 15 mil passageiros adicionais por dia.
Ana Patrizia Lira destacou que o Brasil vive um cenário de redução no uso do transporte público: em 2017, 50% das pessoas usavam transporte coletivo; em 2024, o índice caiu para 32%. Ela defende que o Distrito Federal precisa priorizar faixas exclusivas de BRT, ampliação do metrô e tarifas mais acessíveis para reverter o quadro.
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