sexta-feira, março 6, 2026
21.5 C
Brasília

InícioVARIEDADESMissionária irmã de pastor morto no Chapadão faz desabafo: 'Ele me pedia...

Missionária irmã de pastor morto no Chapadão faz desabafo: 'Ele me pedia ajuda e a PM não me deixou ajudar'

Date:

Parentes do pastor e pintor Eduardo Oliveira dos Santos, de 45 anos, morto na tarde de segunda-feira durante um tiroteio entre policiais militares e traficantes no Complexo do Chapadão, na Zona Norte do Rio, falaram sobre o momento em que ele foi atingido. Em entrevista por telefone, a irmã dele, a missionária Tatiana dos Santos afirmou ter sido impedida por PMs de socorrer o religioso.
‘Gratificação faroeste’: ‘O dinheiro que é gasto para bonificar devia ser usado em oportunidades para os jovens, diz irmã de vítima da polícia
Segundo relatório: Beira-Mar é ‘influência negativa’ para outros presos em penitenciária federal
— Os tiros vinham de baixo. Meu irmão pedia minha ajuda e os PMs não me deixavam ajudar — contou, emocionada.
Imagens mostram socorro a pastor baleado no Complexo do Chapadão
Segundo ela, Santos morava na comunidade, a cerca de cinco minutos do local onde foi baleado. Ele deixa três filhos, de 12, 14 e 18 anos.
— Meu irmão tinha ido de bicicleta até minha casa para dar um abraço. A única coisa que ele estava segurando era a bicicleta. Confundiram a bicicleta com um fuzil? — perguntou Tatiana.
Segundo Tatiana, o irmão realizava serviços de pintura em um oficina perto de sua casa, quando a viu e decidiu passar para “dar um abraço” nela e na mãe — as duas moram juntas. No entanto, foi surpreendido por um tiro nas costas.
Eduardo Oliveira dos Santos, de 45 anos, baleado durante tiroteio no Complexo do Chapadão
Reprodução
Um vídeo que circula em redes sociais mostra o desespero das pessoas e o pastor caído no chão, de bruços. Ele é carregado por um grupo de pessoas. Santos chegou a ser levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ricardo de Albuquerque, mas chegou morto ao local.
Dificuldade para chegar ao IML
O corpo do pastor foi transferido para o Instituto Médico-Legal (IML). Parentes tiveram dificuldade de chegar ao local para fazer a liberação, segundo eles, por causa de uma operação do 41ª BPM (Irajá), deflagrada no início da manhã desta terça-feira.
Vídeos divulgados pela PM mostram barricadas em chamas nas ruas do conjunto de favelas. Por causa da operação, 12 escolas municipais e uma unidade de saúde da região suspenderam as atividades.
O comando do batalhão de Irajá instaurou um procedimento para apurar as circunstâncias da morte. Já a Polícia Civil informou que o caso foi inicialmente registrado na 31ª DP (Ricardo de Albuquerque) e será encaminhado à Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). “Diligências estão em andamento para apurar os fatos”, disse a corporação, em nota.
Na tarde de segunda-feira, parentes e amigos de Eduardo fizeram um protesto na Avenida Chrisóstomo Pimentel de Oliveira, na Pavuna. Durante a manifestação, três ônibus tiveram as chaves retiradas por criminosos e foram usados como barricadas na via.



Source link

Latest stories

spot_img

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui