Na tarde desta segunda-feira, 22, o Auditório Francisco Gedda, na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), foi o palco do lançamento oficial do BRAMINVEST 2026 (Brazil & Latin America Mining Investment Hub). Consolidado como o maior ecossistema de negócios em mineração da América Latina, o hub foi apresentado a empresários, secretários de Estado e representantes de órgãos reguladores, com o objetivo de conectar mineradores e investidores globais.
O evento foi uma iniciativa da empresa Expert Brasil Mining, em parceria com a Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa Mineral e Mineração (ABPM) e a Brasil Mineral. A iniciativa teve apoio da Comissão de Minas e Energia da Alego, responsável pelo convite para a realização da cerimônia no Parlamento goiano.
Compuseram a mesa diretiva dos trabalhos o presidente da Comissão de Minas e Energia da Alego, deputado Lineu Olimpio (MDB); o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Joel de Sant’Anna Braga Filho, representando o governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB); o presidente do Braminvest, Wilson Borges; o presidente de honra do Braminvest, Getúlio Faria; e o gerente regional em Goiás da Agência Nacional de Mineração (ANM), Ailson Machado de Andrade, representando o diretor-geral da ANM, Mauro Sousa.
Também fizeram parte da mesa o secretário municipal de Indústria, Comércio, Agricultura e Serviços (Sedicas) de Goiânia, Adonídio Neto Vieira Júnior, representando o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB); e o presidente da Câmara Setorial de Mineração da Fieg, Itair Borges, representando o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), André Rocha.
Em entrevista, o presidente do Braminvest, Wilson Borges destacou o papel estratégico do setor público para o desenvolvimento da mineração. Para o executivo, a aproximação com os governos é indispensável. “Essa ligação do setor mineral com o poder público é fundamental porque o governo tem um papel de regular, de fiscalizar e de criar as políticas públicas”, afirmou Borges.
O presidente elogiou a postura do Governo de Goiás na construção de um ambiente de negócios favorável, fator que considera decisivo para atrair capital. “O Estado de Goiás tem sido um parceiro da iniciativa privada nessa questão de criar um ambiente favorável. Isso é muito importante na segurança jurídica para os investidores”, pontuou Wilson Borges.
Comissão de Minas e Energia
O lançamento na sede do Legislativo goiano foi uma articulação com a Comissão de Minas e Energia da casa. Wilson Borges ressaltou o empenho do deputado Lineu Olimpio (MDB), que lidera a comissão e sugeriu o formato do encontro.
“Quando nós apresentamos o projeto, ele sugeriu que a gente fizesse o lançamento aqui na Assembleia Legislativa, com a participação dos empresários, dos demais secretários de Estado e os representantes dos órgãos reguladores. Hoje estamos aqui reunidos para fazer essa apresentação do que é o Braminvest”, explicou Wilson Borges.
Lineu Olimpio afirmou que as terras raras são um dos grandes destaques do Estado na área de mineração e ressaltou a importância de expandir a discussão sobre o tema. “É necessário que nos internacionalizemos para que o Estado possa proporcionar um ambiente de captação, de investimentos e ofertas de produtos do setor mineral”.
O deputado salientou ainda que a interlocução feita entre o Governo do Estado e o Parlamento goiano, via Comissão de Minas e Energia, facilita a representação do setor junto ao Governo para resolver questões como concessão de licenças e benefícios que possam atender as regiões de mineração e sua população.
O secretário Joel Braga Filho destacou que Goiás tem, hoje, muitos investimentos na área de mineração, principalmente relacionados ao nióbio, níquel e ouro. “É o primeiro Estado fora da Ásia que exporta terras raras. Com isso podemos mostrar para todo o Brasil e para o mundo que Goiás tem grande potencial. O secretário frisou que a legislação do Estado permite que todos os investimentos possam ser realizados com segurança jurídica.
Sustentabilidade
Como um hub de negócios, o Braminvest funciona como uma plataforma de mediação ativa. De um lado, estão os prospectores e donos de direitos minerais; do outro, investidores capitalizados. A meta é destravar projetos que estão parados por falta de recursos financeiros.
“O papel do Braminvest é ser o mediador, é trazer essas duas partes interessadas para conversar, modelar negócio e fazer com que os projetos que, hoje, não estão sendo viabilizados por conta de investimento, passem a ter um outro valor econômico, uma outra viabilidade econômica”, detalhou Borges.
De acordo com o presidente, esse movimento é urgente não apenas para o fortalecimento econômico do setor, mas para responder à corrida global por sustentabilidade. “Precisamos melhorar o desempenho do setor mineral, o crescimento da implantação de projetos e, principalmente, atender à demanda da transição energética e dos minerais críticos estratégicos que está acontecendo no mundo”, concluiu Wilson Borges.


