Gerson Palermo fugiu no mesmo dia em que ganhou prisão domiciliar com tornozeleira; magistrado de MS é suspeito de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A Polícia Federal concluiu a investigação sobre a fuga do traficante Gerson Palermo, apontado como um dos chefes do PCC (Primeiro Comando do Capital). O caso foi relatado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e envolve suspeitas de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa contra o desembargador Divoncir Maran, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.
Em 2020, o desembargador autorizou a soltura de Palermo do presídio federal de Campo Grande. No mesmo dia, após receber o benefício de prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, o traficante quebrou o equipamento e fugiu. Seis anos depois, ele continua foragido e integra a lista dos mais procurados do Sistema Único de Segurança Pública.
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Palermo foi condenado a quase 126 anos de prisão. Ele participou do sequestro de um Boeing 727 da Vasp em 2000 e foi um dos alvos da Operação All In, em 2017, que desarticulou um esquema de tráfico internacional de cocaína. A PF encontrou mensagens de assessores do gabinete do desembargador que sugerem que a decisão de soltura teria sido “determinação do desembargador”.
O habeas corpus de 208 páginas foi decidido em apenas 40 minutos. A prisão domiciliar foi concedida durante a pandemia, sob a justificativa de problemas de saúde, mas o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apontou que não havia laudo médico comprovando a condição.
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Divoncir Maran já foi punido pelo CNJ com aposentadoria compulsória em março deste ano. O STF julga nesta semana o fim da aposentadoria compulsória como punição a magistrados. A defesa do desembargador ainda não se manifestou publicamente sobre o caso.
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