Ministros descartam que ato da Paulista acelere investigação
Ministros do Supremo avaliam, em reserva, que o protesto da direita na Avenida Paulista no 7 de Setembro foi menor do que o esperado e não deve alterar o ritmo da análise sobre investigar Alexandre de Moraes. A leitura foi relatada à CNN por magistrados favoráveis e contrários a uma apuração da relação com Daniel Vorcaro, do Banco Master.
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Ninguém no relato minimiza a pressão nas redes para que Edson Fachin encerre a crise. Outra ala admite o esvaziamento do ato convocado por Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, e descarta impacto do apelo de rua no rumo interno da Corte.
A própria direita reconheceu público menor que o de 2025 e 2024, ainda que descreva o ato como expressivo. A tendência atribuída a Fachin é deixar os pedidos contra Moraes e André Mendonça para depois do segundo turno. Se confirmada, a discussão no plenário ficaria para o início de novembro.
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Um ministro ouvido pela CNN avaliou que pressionar Fachin em palanque eleitoral pode produzir o efeito inverso: reforçar a recusa de misturar a crise institucional com a campanha.
O presidente do STF já concentrou os autos na Presidência e falou em resposta “firme, proporcional e rigorosa”. O calendário eleitoral, e não a Paulista, aparece agora como o principal marco do relógio.
A Corte segue dividida sobre o mérito. O ponto comum do relato é o recuo da tese de que o 7 de Setembro mudaria a velocidade do caso.
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