Trata dos bailes da vida a canção de Milton Nascimento que diz que o artista tem de ir aonde o povo está. Se foi assim com os da música, assim é com os de teatro — com a roupa igualmente encharcada e a alma repleta de chão. Este ano, espetáculos bem-sucedidos arrastaram multidões às casas públicas, levando mais movimento às ruas da cidade. No segundo semestre, as plateias do Teatro Municipal Carlos Gomes, no centro do Rio, por exemplo, viveram uma catarse durante as apresentações de “(Um) Ensaio sobre a cegueira”, repercutida nas redes sociais do Grupo Galpão e dos espectadores. O sucesso foi equiparável ao de “O Céu da Língua”, estreia do início do ano de Gregorio Duvivier na recém-reformada casa da Praça Tiradentes, que já soma 153 anos.


