Uma manobra política para substituir rapidamente o então deputado estadual TH Jóias (MDB) na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) chamou a atenção da Polícia Federal, que investigava a ligação de políticos com o Comando Vermelho (o que motivou a prisão do parlamentar em 3 de setembro). Para a polícia, a ação é um “forte indício” de que o vazamento de informações — o que culminou, nesta semana, na prisão do presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (União Brasil) — “pode ter tido como objetivo primário a proteção de agentes políticos aliados à organização criminosa”. Naquela ocasião, o então secretário estadual de Esporte e Lazer, Rafael Picciani (MDB), foi exonerado da pasta para reassumir sua cadeira como deputado, que tinha TH como suplente. A partir desse cenário, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou uma devassa nos processos eletrônicos do Estado do Rio, para detalhar o episódio.


