Fugindo da seca, a família de Eliana Sousa deixou a Paraíba em 1970, em busca de melhores condições de vida no Rio de Janeiro. A menina, então com 7 anos, frustrou-se ao reconhecer no Complexo da Maré, seu destino carioca, mazelas semelhantes às de sua terra natal. Palafitas, além da falta de saneamento e de outros serviços públicos, pareciam persegui-la. Adolescente, participou de trabalhos sociais com outros jovens da comunidade. Depois, tornou-se presidente da associação de moradores local. Fez graduação em Letras, mestrado em Educação e doutorado em Segurança Pública. Aos 63 anos, segue à frente da ONG Redes da Maré, que ajudou a fundar em 2007. Referência na promoção de direitos, a instituição sedia, a partir desta sexta-feira (24), a terceira edição carioca do Festival Mulheres do Mundo – WOW, planejado para conectar lideranças e vozes femininas, como as de Eliana.


