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Homens que doam sêmen optam pelo 'método natural' em aplicativos e grupos em redes

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O mercado clandestino de doação de sêmen tem convivido com um novo personagem, cada vez mais comum: o doador que prefere “entregar” o seu material genético durante relação sexual, numa comportamento que está ficando cada vez mais frequente.
Enquanto muitos se apresentem como altruístas em grupos de doares no Facebook, “ajudando os outros a realizar seus sonhos”, muitos outros deixam claro que o sexo faz parte da atividade.
Não à toa, os perfis nos grupos parece mais aqueles vistos em aplicativos de namoro, destacou reportagem no “Telegraph”. Como estes, que dão ênfase à aparência:
“Sou um ex-militar de 31 anos, ex-jogador semiprofissional de rúgbi.”
“Tenho 1,80 m de altura, cabelo castanho escuro, olhos castanhos.”
“Sou saudável, estou em boa forma, vou à academia três vezes por semana e pratico esportes regularmente.”
Embora possa não ser ilegal, a Autoridade de Fertilização Humana e Embriologia (HFEA, na sigla em inglês) alerta que encontrar doadores pelo Facebook e outros grupos de mídia social e adquirir ou comprar o sêmen deles — sem a triagem médica, as salvaguardas legais ou os exames psicológicos de clínicas licenciadas — expõe as mulheres a potenciais explorações e riscos. Como o material não é testado, há risco de infecções durante a inseminação caseira ou durante a relação sexual — obviamente — sem preservativo.
Em junho, uma startup chamada The Y Factor foi lançada na Grã-Bretanha, autodenominando-se “uma maneira moderna e ética” de conectar doadores e receptoras. Ela se parece e se comporta como um aplicativo de namoro: os usuários criam perfis informando se são doadores ou futuros pais, publicam fotos e listam dados pessoais como idade, localização e método de concepção preferido — seja inseminação “faça você mesmo”, relação sexual “natural” ou por meio de uma clínica.
“Cerca de 70% dos doadores no aplicativo oferecem seu esperma gratuitamente”, diz Sofie Hafström Kritsotaki, cofundadora do app. “Cerca de 40% dos futuros pais estão dispostos a pagar ao doador por seu apoio”, acrescentou ela.
Ao buscar um parceiro no aplicativo, você pode estipular se deseja que a doação seja “gratuita” ou “com remuneração”.
“Pelo que sabemos, se eles concordarem com a remuneração, geralmente fica entre 50 (R$ 360) e 100 libras (R$ 720), para cobrir o tempo gasto e os custos de viagem. Isso não é combinado pela nossa plataforma, mas entre as partes.”
Muitos doadores incluem fotos atuais e da infância, dando aos futuros pais um vislumbre de como poderá ser o seu futuro filho.
Juan (nome fictício), de 31 anos e morador da Catalunha (Espanha), prefere “relações sexuais” como método de doação. Já Stephen (nome fictício), de 41 anos, um motorista de ônibus de Somerset (Inglaterra) opta pela inseminação domiciliar em clínica. Ele é do time dos que “querem ajudar outras pessoas a realizarem seus sonhos”.
Para muitas mulheres, essas plataformas oferecem uma alternativa pragmática aos altos custos e às longas listas de espera das clínicas licenciadas. Apesar da existência de diversos bancos de esperma regulamentados em todo o Reino Unido, a oferta permanece cronicamente escassa. Segundo as regras da HFEA, o esperma de um doador oficial só pode ser usado para criar um máximo de 10 famílias – um limite criado para reduzir o risco de ligações genéticas acidentais.



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