E, como se não bastasse, na última terça-feira, 25 de novembro, mulheres negras, participantes da 2ª Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver, foram alojadas em estábulos, em um espaço destinado a cavalos, na capital do país. Na cidade que deveria simbolizar democracia e respeito, elas foram obrigadas a dormir sobre serragem e lona para “disfarçar” o odor do que ali estava antes. Mulheres negras, que marcham por dignidade, foram tratadas como animais. “Como nossos ancestrais”, disse uma delas, e essa frase dói no corpo inteiro. É violência simbólica, física, histórica e espiritual.


