GDF, cooperativa e caminhoneiros entram em rota de colisão após dívida estimada em mais de R$ 36 milhões
A crise envolvendo caminhoneiros que prestam serviços para a Novacap pode ter proporções ainda maiores do que as divulgadas inicialmente. Estimativas levantadas por integrantes da categoria apontam que a chamada “pedalada financeira” acumulada já ultrapassaria R$ 36 milhões em pagamentos atrasados no Distrito Federal.
Segundo caminhoneiros ligados à Coorpecam-DF, mais de 400 profissionais estariam sem receber valores referentes a serviços executados para o Governo do Distrito Federal (GDF). Os atrasos envolveriam pagamentos acumulados ao longo de meses de 2025.
De acordo com cálculos feitos por representantes da categoria, considerando uma média de R$ 28 mil por caminhoneiro, os débitos podem alcançar cifras milionárias e provocar colapso operacional em serviços essenciais ligados às administrações regionais.
A paralisação da categoria está prevista para começar nesta segunda-feira (11). Caminhoneiros afirmam que muitos profissionais já não possuem recursos para abastecer veículos, realizar manutenção ou manter equipes trabalhando.
O movimento ameaça impactar diretamente serviços de limpeza urbana, retirada de entulhos, transporte de materiais e apoio a obras em diversas regiões administrativas do DF.
Nos bastidores, integrantes da categoria afirmam que a falta de previsibilidade nos pagamentos aumentou a revolta entre os trabalhadores. Parte dos caminhoneiros cobra um posicionamento oficial imediato da Novacap e do GDF sobre o calendário de repasses.
Até o momento, não houve manifestação oficial detalhando os valores em aberto citados pelos caminhoneiros. O espaço segue aberto para esclarecimentos.


