Para a professora do Gran Concursos Letícia Bastos, as provas de Português devem partir da interpretação de textos. A banca não pergunta “qual é a regra”, “qual é a classe”, “qual é a função” de uma palavra, por exemplo, mas apresenta um texto — geralmente opinativo, jornalístico ou instrucional — e, dentro dele, avalia sentido, referência, progressão textual, inferências e efeitos de escolhas linguísticas. A gramática aparece dissimulada, por meio de reescrita, substituição de termos, alteração de estruturas e análise de coerência. Assim, concordância, regência, crase, pontuação e semântica são cobradas indiretamente, sempre conectadas ao funcionamento do texto. É uma prova que mede leitura fina, atenção às relações de sentido e capacidade de perceber consequências linguísticas no contexto.


